Polícia

Urgente: Prefeito de Ielmo Marinho é preso em flagrante em nova operação no RN

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A operação mobilizou diversas forças de segurança e resultou em mandados de busca em quatro municípios do RN, incluindo Ielmo Marinho  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Instagram

Publicado em 28/01/2026, às 07h04   Malu Machado



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante o prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, durante a Operação Securitas, que investiga uma organização criminosa dedicada à intimidação política na região.

As investigações, iniciadas em 2023, revelaram um esquema que envolve parlamentares e agentes de segurança, com um episódio de intimidação na Câmara Municipal servindo como ponto de partida para a ação policial.

A operação mobilizou diversas forças de segurança e cumpriu sete mandados de busca em quatro municípios, visando desarticular milícias que ameaçam a democracia local e investigar crimes como constituição de milícia e obstrução de justiça.

Resumo gerado por IA

Nas primeiras horas desta quarta-feira (28), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou a Operação Securitas, que resultou na prisão em flagrante do prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno (MDB), conhecido como "Fernando de Canto de Moça". 

O gestor é apontado como o líder de uma organização criminosa estruturada para intimidar adversários políticos e praticar atos ilícitos na região.

Flagrante e tentativa de ocultar provas

A prisão do prefeito ocorreu de forma inusitada. Ao perceber a chegada dos agentes em sua residência, Fernando tentou se desfazer de evidências, arremessando uma quantia em dinheiro e um aparelho celular para fora da casa. 

A ação foi flagrada pelos policiais, o que configurou o crime de embaraço à investigação de organização criminosa.

A estrutura do grupo: milícia e intimidação

As investigações, iniciadas em 2023, revelaram um esquema com "capilaridade político-administrativa" e um núcleo armado. Além do prefeito, o grupo contaria com a participação de parlamentares, um Polícial Militar e agentes de segurança privada. 

O ponto de partida para a investigação foi um episódio tenso na Câmara Municipal de Ielmo Marinho, onde homens fortemente armados foram flagrados fazendo a segurança de um parlamentar para intimidar a oposição. Naquela ocasião, a polícia apreendeu um arsenal com munições de calibres restritos (.40 e .45).

Bastidores da operação

A força-tarefa mobilizou a Polícia Civil, o Ministério Público (MPRN) e a Polícia Militar, cumprindo sete mandados de busca e apreensão em quatro municípios: Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim

Veja imagens da ação:

O nome da operação, Securitas, vem do latim e faz alusão à segurança e à estabilidade, refletindo o objetivo de desarticular milícias privadas que ameaçam as instituições democráticas locais.

Crimes investigados

A Polícia Civil busca encontrar provas sobre quatro crimes principais:

  • Constituição de milícia privada;
  • Organização criminosa;
  • Porte ilegal de arma de fogo;
  • Obstrução de justiça.

As autoridades reforçam que a população pode colaborar com as investigações enviando informações anônimas através do Disque Denúncia 181.

Classificação Indicativa: Livre

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