Polícia

Prisão de Prefeito do RN: gestor tenta jogar dinheiro e celular para fora de casa durante operação policial; veja detalhes do momento

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Durante a prisão em flagrante, a Polícia Civil se depara com cena inusitada do prefeito que tenta jogar dinheiro e outros pertences para fora da casa  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 28/01/2026, às 07h33



O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, foi preso em flagrante durante a Operação Securitas, ao tentar jogar dinheiro e um celular para fora de casa, em uma tentativa de obstruir a investigação sobre uma organização criminosa que ele lidera.

As investigações, que começaram em 2023, revelam a existência de um grupo armado que intimida adversários políticos e comete diversos crimes, incluindo organização criminosa e porte ilegal de armas, com a participação de outros políticos e um policial militar.

Com a prisão e a apreensão de materiais, a Polícia Civil irá aprofundar a análise dos documentos e dispositivos eletrônicos coletados, visando identificar a extensão das atividades do grupo e possíveis novos envolvidos, dando continuidade à Operação Securitas.

Resumo gerado por IA

Uma cena inusitada marcou a deflagração da Operação Securitas, realizada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (28) pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

No momento em que os agentes cumpriam mandado judicial na residência do prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, o gestor foi flagrado arremessando para fora de casa maços de dinheiro e um aparelho celular, em uma tentativa desesperada de ocultar provas da investigação.

A atitude chamou a atenção dos investigadores e resultou na prisão em flagrante do prefeito por embaraço à investigação de organização criminosa.

A operação foi desencadeada para cumprir mandados de busca e apreensão em quatro municípios potiguares: Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim.

O que a Operação Securitas investiga

As investigações tiveram início ainda em 2023 e apontam para a existência de uma organização criminosa com atuação estruturada para intimidar adversários políticos e praticar outros ilícitos, contando com um núcleo armado e com influência político-administrativa.

De acordo com a apuração da Polícia Civil, o prefeito é apontado como líder do grupo investigado. Entre os alvos também estão um policial militar e ocupantes de mandato legislativo.

No momento em que os agentes cumpriam mandado judicial na residência do prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, o gestor foi flagrado arremessando para fora de casa maços de dinheiro e um aparelho celular, em uma tentativa desesperada de ocultar provas da investigação.
No momento em que os agentes cumpriam mandado judicial na residência do prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, o gestor foi flagrado arremessando para fora de casa maços de dinheiro e um aparelho celular, em uma tentativa desesperada de ocultar provas da investigação.

Os indícios reunidos ao longo da investigação sugerem a prática de crimes como:
• Organização criminosa
• Constituição de milícia privada
• Porte ilegal de arma de fogo
• Intimidação de adversários políticos
• Embaraço à investigação

O episódio que acendeu o alerta das autoridades

Um dos fatos que impulsionou a investigação ocorreu dentro da Câmara Municipal de Ielmo Marinho. À época, houve a denúncia de que homens fortemente armados estariam no interior da Casa Legislativa supostamente para fazer segurança privada de um parlamentar e intimidar opositores.

Na ocasião, a polícia apreendeu um verdadeiro arsenal, incluindo:
• Armas de fogo
• Munições
• Calibres restritos, como .40 e .45
• Outros materiais relacionados ao armamento

O episódio foi determinante para aprofundar a apuração sobre a possível atuação de um grupo com características de milícia.

A cena que resultou na prisão em flagrante

Durante o cumprimento dos mandados nesta quarta-feira, os policiais presenciaram o momento em que o prefeito tentou se livrar de provas, arremessando dinheiro em espécie e um celular para fora da residência.

A ação foi interpretada pelos investigadores como uma tentativa clara de obstrução da Justiça e ocultação de elementos que poderiam ser relevantes para a investigação, o que motivou a prisão imediata em flagrante.

Alcance da operação no RN

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. As diligências tiveram como foco a coleta de:
• Documentos
• Valores em dinheiro
• Armas
• Dispositivos eletrônicos, especialmente celulares

A operação conta com atuação integrada do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e apoio da Polícia Militar (PMRN).

O que acontece a partir de agora

Com a prisão em flagrante e o material apreendido, a Polícia Civil deverá aprofundar a análise dos dispositivos eletrônicos e documentos recolhidos para identificar:

• A extensão da atuação do grupo
• Possíveis novos envolvidos
• Conexões político-administrativas
• Outros crimes eventualmente praticados

A Operação Securitas entra agora em uma nova fase, com base no material coletado, que poderá ampliar o alcance da investigação sobre a suposta organização criminosa que teria atuação direta dentro da estrutura política do município.

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