Política

Potiguar é indiciado pela PF em investigação sobre fraude de R$ 6 bilhões no INSS; veja lista completa dos suspeitos

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
A Polícia Federal indiciou 48 pessoas em investigação sobre fraudes que causaram prejuízo de R$ 6 bilhões a aposentados e pensionistas do INSS  |   BNews RN - Divulgação Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Redação

por Redação

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Publicado em 15/07/2026, às 08h50



A Polícia Federal concluiu a primeira etapa da investigação da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas suspeitas de participação em um esquema de descontos indevidos aplicados sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os investigados está o potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA).

O relatório final foi encaminhado pela PF nesta terça-feira (14) e reúne autoridades, dirigentes de entidades e empresários apontados como integrantes do suposto esquema, que, segundo as investigações, pode ter provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 6 bilhões a aposentados e pensionistas em todo o país.

Potiguar já era alvo da Operação Sem Desconto

Abraão Lincoln já havia sido citado nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e agora aparece oficialmente entre os indiciados no primeiro relatório conclusivo da Operação Sem Desconto.

Além do presidente da CBPA, também foram indiciados o ex-presidente do INSS, Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido nacionalmente como "Careca do INSS".

Abraão Lincoln já havia sido citado nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e agora aparece oficialmente entre os indiciados no primeiro relatório conclusivo da Operação Sem Desconto.
Abraão Lincoln já havia sido citado nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e agora aparece oficialmente entre os indiciados no primeiro relatório conclusivo da Operação Sem Desconto.

Investigação aponta diversos crimes

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder por uma série de crimes relacionados ao esquema.

Entre eles estão:

  • Inserção de dados falsos em sistemas de informação;
  • Corrupção passiva;
  • Corrupção ativa;
  • Organização criminosa;
  • Lavagem de dinheiro.

O indiciamento representa o entendimento da autoridade policial de que há elementos suficientes para atribuir a participação dos investigados nos fatos apurados.

O caso ainda será analisado pelo Ministério Público Federal, que decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

Esquema envolvia descontos sem autorização

A Operação Sem Desconto apura a atuação de entidades associativas que realizavam cobranças diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS sem autorização dos segurados.

Segundo a Polícia Federal, milhares de beneficiários tiveram valores descontados mensalmente de seus pagamentos sem consentimento, prática que teria movimentado bilhões de reais ao longo dos últimos anos.

As investigações apontam que o prejuízo estimado pode chegar a cerca de R$ 6 bilhões.

Primeiro relatório da operação

A Polícia Federal informou que o documento divulgado nesta terça-feira representa o primeiro relatório final produzido no âmbito da Operação Sem Desconto.

As apurações continuam e novas fases da investigação não estão descartadas. A Polícia Federal busca identificar todos os envolvidos, além de aprofundar a análise sobre a movimentação financeira e a atuação das entidades investigadas.

Entenda o que é a Operação Sem Desconto

Deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Sem Desconto investiga um suposto esquema de descontos associativos realizados sem autorização diretamente nos benefícios pagos pelo INSS.

Conforme as investigações, entidades representativas cadastravam aposentados e pensionistas como associados sem consentimento ou utilizavam documentos com indícios de irregularidades para autorizar cobranças mensais.

O objetivo da operação é identificar os responsáveis pelo esquema, recuperar recursos eventualmente desviados e impedir a continuidade das cobranças consideradas irregulares.

Pontos importantes da investigação:

Polícia Federal indiciou 48 pessoas na Operação Sem Desconto.

O potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz está entre os investigados.

Também foram indiciados ex-dirigentes do INSS e outros suspeitos.

A investigação apura descontos associativos feitos sem autorização.

O prejuízo estimado aos aposentados e pensionistas pode chegar a R$ 6 bilhões.

O relatório será analisado pelo Ministério Público Federal, que decidirá sobre eventual denúncia à Justiça.

Polícia Federal indiciou 48 pessoas na Operação Sem Desconto.
Polícia Federal indiciou 48 pessoas na Operação Sem Desconto.


Suspensão da filiação do potiguar no partido Republicamos
Em novembro de 2025, o partido Republicanos anunciou, por meio de nota oficial, a suspensão da filiação do potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA).
A decisão ocorreu após graves acusações apresentadas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada em 3 de novembro, que apontam o suposto envolvimento de Abraão Lincoln em um esquema que teria lesado inúmeros idosos.
De acordo com o comunicado, o Conselho de Ética e Disciplina do Diretório Nacional do Republicanos aplicou a medida de forma liminar, com base no artigo 63, parágrafo 5º, do Estatuto do partido. Além da suspensão, foi determinada a citação de Abraão Lincoln nos autos do processo ético-disciplinar nº 001/2025.
Abraão Lincoln é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, deflagrada em abril de 2025 para apurar descontos irregulares em benefícios do INSS entre 2019 e 2025. Durante seu depoimento à CPMI, o dirigente sindical foi acusado de apresentar contradições e inverdades, e acabou recebendo voz de prisão ao fim da sessão. Tanto ele quanto a CBPA tiveram bens bloqueados por solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU).
Em nota, o Republicanos afirmou que mantém um “compromisso inegociável com a ética, a legalidade e a proteção da população brasileira, especialmente dos idosos e das pessoas em situação de vulnerabilidade”. O partido destacou ainda que apoia as investigações em curso e repudia “qualquer forma de fraude, corrupção ou desvio de recursos públicos”.
Leia a nota do Republicanos na íntegra
Brasília (DF) – Diante das graves acusações apresentadas durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada no dia 3 de novembro de 2025, que apontam o suposto envolvimento do filiado Abraão Lincoln Ferreira da Cruz em esquema que teria lesado inúmeros idosos, o Conselho de Ética e Disciplina do Diretório Nacional do Republicanos, em decisão liminar, prevista no art. 63, §5º, do Estatuto do Republicanos, suspendeu a filiação do referido filiado e determinou a citação deste nos autos do processo ético disciplinar nº 001/2025.
Abraão Lincoln Ferreira da Cruz é presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade entre as investigadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano para apurar descontos irregulares em benefícios do INSS entre 2019 e 2025. Durante seu depoimento à CPMI do INSS, foi acusado de apresentar inverdades e contradições e, ao final da sessão, recebeu voz de prisão. Tanto ele quanto a confederação tiveram bens bloqueados por requisição da Advocacia-Geral da União (AGU).
O Republicanos reafirma seu compromisso inegociável com a ética, a legalidade e a proteção da população brasileira, especialmente dos idosos e das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Classificação Indicativa: Livre

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