Política

Pancadaria e acusações: CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de filho de Lula em sessão caótica

Foto: Reprodução/Metrópoles
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS decidiu, por 14 votos a 7, quebrar o sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução/Metrópoles
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 26/02/2026, às 12h58



A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão foi tomada por 14 votos a 7.

Logo após o resultado, o plenário virou palco de empurra empurra e troca de agressões. Parlamentares governistas avançaram em direção à mesa diretora para contestar a votação, momento em que teve início o tumulto, com registro de socos e necessidade de separação entre deputados.

A sessão chegou a ser suspensa por alguns minutos, mas foi retomada em seguida. Até a última atualização, parlamentares ainda se revezavam no uso da palavra.

Troca de acusações e pedido de anulação

Entre os envolvidos na confusão estavam Rogério Correia, do PT de Minas Gerais; o relator Alfredo Gaspar, do União Brasil de Alagoas; além de Evair de Melo, do Progressistas do Espírito Santo; e Luiz Lima, do Novo do Rio de Janeiro.

Luiz Lima afirmou ter sido atingido com um soco. Rogério Correia declarou que reagiu enquanto era empurrado e, posteriormente, pediu desculpas ao colega.

O deputado Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, solicitou a anulação da votação, alegando erro na contagem e o que classificou como contraste no momento da deliberação.

O pedido foi rejeitado pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, o senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, que manteve o resultado e descartou nova contagem.

Outras convocações e quebras de sigilo

Na mesma sessão, a comissão aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex assessor do presidente do Senado Federal; Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá; além do ex CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.

Também foram autorizadas medidas relacionadas ao Banco Master, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa.

As decisões ampliam o escopo das investigações conduzidas pela CPMI do INSS.

Suspeitas envolvendo Lulinha

O nome de Fábio Luís entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal apreender mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a empresária Roberta Luchsinger.

Segundo as apurações, Roberta, que nega irregularidades, teria recebido valores para atuar junto a órgãos de saúde na comercialização de produtos de cannabis medicinal. Para o relator Alfredo Gaspar, mensagens interceptadas indicariam que o filho do presidente poderia ter atuado como sócio oculto de Antônio Camilo.

Quem é o filho do presidente

Filho mais velho do presidente com a ex primeira dama Marisa Letícia, Lulinha é formado em Biologia pela Universidade Paulista e iniciou a carreira como monitor no Zoológico de São Paulo.

Posteriormente, ingressou no setor empresarial ao se tornar sócio da Gamecorp, rebatizada como G4 Entretenimento, que passou a atuar na produção de conteúdo para televisão por assinatura, telefonia e internet.

O crescimento da empresa, com contratos relevantes no setor de telecomunicações, especialmente com a antiga Telemar (depois Oi), colocou seu nome no centro de controvérsias políticas e investigações, incluindo menções durante a Operação Lava Jato.

Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. — Foto: Paulo Giandalia/Estadão ConteúdoFoto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo

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