Política
Publicado em 29/06/2026, às 10h46 Malu Machado
O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou uma notificação oficial dando um prazo de 10 dias úteis para que as cúpulas de todos os partidos políticos informem quais medidas concretas estão adotando para impedir a infiltração de facções criminosas, milícias e outros grupos do crime organizado nas candidaturas para as Eleições de 2026.
A recomendação, elaborada pelo Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral, não barra candidatos de forma automática, mas transfere a responsabilidade para os partidos.
O objetivo é fazer com que as legendas criem filtros internos antes das convenções partidárias (que ocorrem em julho e agosto), antecipando a identificação de suspeitos. A palavra final sobre a cassação ou negação de registros continuará sendo da Justiça Eleitoral.
A ofensiva do Ministério Público ocorre após uma série de episódios graves que comprometeram a lisura de pleitos passados:
Na prática, o MP quer que os partidos parem de fechar os olhos para o histórico de seus filiados. Entre as principais exigências que as siglas devem cumprir imediatamente, destacam-se:
Para as autoridades eleitorais, a preocupação vai muito além do financiamento ilegal: o crime organizado tenta usar a política para ampliar controle territorial, dominar contratos públicos e ocupar posições estratégicas dentro do Estado.
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