Política

Moraes arquiva inquérito contra General Girão sobre atos golpistas após pedido da PGR

Tom Molina/STF e José Aldenir/Agora RN
O inquérito investigava a participação do deputado em atos golpistas, mas não encontrou evidências de sua adesão aos ataques  |   BNews RN - Divulgação Tom Molina/STF e José Aldenir/Agora RN
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 06/03/2026, às 20h05



O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, arquivou o inquérito que investigava o deputado General Girão por incitação aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, após pedido da Procuradoria-Geral da República, que alegou prescrição das acusações.

O inquérito, aberto em julho de 2023, visava apurar a participação de Girão em manifestações em frente a unidades militares, mas a PGR não encontrou evidências de que ele tenha apoiado diretamente os ataques aos Três Poderes em Brasília.

Após o arquivamento, Girão expressou confiança no sistema de Justiça e destacou que o processo prejudicou sua imagem, reiterando sua oposição à violência de 8 de janeiro, enquanto a investigação sobre disseminação de informações falsas foi encerrada sem indiciamento.

Resumo gerado por IA

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou o arquivamento do inquérito que investigava o deputado federal General Girão (PL-RN) por suspeita de incitação aos atos golpistas relacionados ao Ataques de 8 de janeiro de 2023 no Brasil. A decisão foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu o encerramento da investigação.

O inquérito havia sido instaurado em julho de 2023 para apurar a participação do parlamentar em manifestações realizadas em frente a unidades militares após as eleições presidenciais de 2022. Segundo a PGR, as acusações de incitação ao crime estariam prescritas.

Além disso, o órgão afirmou que não foram encontradas provas de que o deputado tenha aderido diretamente ou prestado apoio material aos ataques que atingiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

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Discurso em acampamento

A investigação considerava a presença de Girão em um acampamento montado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente ao 16º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército, em Natal, no dia 19 de dezembro de 2022. Na ocasião, o parlamentar discursou utilizando um megafone e incentivou os manifestantes a manterem o ato.

Entre as reivindicações presentes no protesto estavam pedidos de intervenção das Forças Armadas contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito naquele ano.

Após o arquivamento do inquérito, Girão afirmou em nota que a decisão reforça sua confiança no sistema de Justiça. Segundo ele, o processo tramitava desde o início de 2023 e teria causado danos à sua imagem pública.

O parlamentar também declarou ser contrário aos episódios de violência registrados em 8 de janeiro, ao mesmo tempo em que defendeu o direito à manifestação. A investigação ainda analisava a suposta disseminação de informações falsas sobre a legitimidade das urnas eletrônicas e o resultado das eleições de 2022, mas acabou sendo encerrada sem indiciamento.

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