Política

Ministros do STF suspeitam de gravação clandestina em sessão que decidiu saída de Toffoli da relatoria

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Ministros do STF avaliam que trechos de reunião podem ter sido gravados clandestinamente, gerando desconfiança entre eles  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 13/02/2026, às 20h06



Ministros do Supremo Tribunal Federal estão preocupados com a possível gravação clandestina de uma sessão reservada, que resultou na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master, gerando desconfiança entre os integrantes da Corte.

A divulgação de trechos da reunião, que refletiram apenas partes das discussões, levantou questões sobre a imagem institucional do STF e provocou desconforto, com relatos de que a situação é sem precedentes.

Toffoli negou qualquer envolvimento na gravação e sugeriu que um servidor da área de informática poderia estar por trás do registro, enquanto a suspeita de gravação pode levar a um isolamento de ministros dentro do tribunal.

Resumo gerado por IA

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que trechos de uma sessão reservada realizada na quinta-feira (12), que culminou na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master, podem ter sido gravados de forma clandestina. O conteúdo da reunião foi divulgado em reportagem do site Poder360, que reproduziu falas atribuídas aos magistrados.

De acordo com a publicação, os diálogos foram apresentados de maneira literal. Após a divulgação, integrantes da Corte teriam encaminhado a reportagem ao próprio Toffoli, apontando a possibilidade de que a conversa interna tenha sido registrada.

Procurado, o ministro negou ter feito qualquer gravação ou repassado informações a terceiros. “Não gravei e não relatei nada para ninguém”, afirmou. Toffoli também levantou a hipótese de que eventual registro possa ter sido feito por algum servidor da área de informática.

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Clima de desconfiança

Segundo relatos atribuídos a magistrados ouvidos pela coluna, a situação é considerada sem precedentes e gerou perplexidade e desconforto no tribunal. A suspeita de gravação clandestina teria provocado uma quebra de confiança entre os integrantes da Corte.

Ainda conforme a reportagem, ministros afirmaram que os trechos divulgados contemplam apenas partes do debate e não refletem a complexidade das discussões ocorridas na sessão. O texto descreve que a reunião teve “forte tom político” e mencionou preocupações relacionadas à imagem institucional do STF.

Entre as falas reproduzidas está uma declaração atribuída à ministra Cármen Lúcia, que teria afirmado:

“Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”. Segundo o relato, ela também disse que, apesar de ter “confiança” em Toffoli, seria necessário “pensar na institucionalidade”.

Nos bastidores, a suspeita de que um ministro possa ter gravado colegas em uma reunião reservada é vista como um fator de possível isolamento dentro da Corte. Integrantes ouvidos pela publicação afirmam que a eventual confirmação do fato representaria uma ruptura inédita no ambiente interno do tribunal.

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