Política

Rombo explode no início do ano e governo Lula já opera no vermelho; entenda

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Dados apontam que despesas federais superam arrecadação em 2026, gerando preocupações sobre o equilíbrio fiscal do governo Lula  |   BNews RN - Divulgação Foto: Ricardo Stuckert
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 13/02/2026, às 16h20



O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), iniciou 2026 com as contas pressionadas. Dados divulgados por plataformas independentes indicam que, até o 43º dia do ano, as despesas já superam a arrecadação federal.

Levantamento da plataforma Gasto Brasil aponta que mais de R$ 660 bilhões foram pagos pela União até o dia 11 de fevereiro. No mesmo período, o Impostômetro registra cerca de R$ 557 bilhões arrecadados em tributos federais, estaduais e municipais.

Considerando apenas o governo federal, os gastos alcançam aproximadamente R$ 270 bilhões nos primeiros 43 dias do ano, segundo a mesma plataforma, ampliando o debate sobre o equilíbrio fiscal logo no início do exercício.

Divergências nos números oficiais

O Portal da Transparência do governo federal informa arrecadação de R$ 623 bilhões em 2026 até o momento, valor que também não seria suficiente para cobrir todas as despesas públicas registradas no período.

Na versão oficial, as despesas somariam R$ 541 bilhões, número inferior ao apontado por plataformas independentes. Ainda assim, o cenário reforça a pressão sobre o orçamento federal.

Outro ponto que chama atenção é a ausência de dados detalhados sobre gastos com cartões corporativos. Após mais de 40 dias de 2026, o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, ainda não disponibilizou registros dessas despesas.

Histórico recente amplia preocupação

Em 2025, o governo federal registrou arrecadação recorde de R$ 3,99 trilhões. Mesmo com o maior volume da série histórica, o resultado final foi deficitário. Em 2024, a arrecadação havia alcançado R$ 3,63 trilhões.

Entre os gastos que geram críticas estão as despesas com viagens no terceiro mandato, que se aproximam de R$ 12 bilhões, segundo dados divulgados por opositores.

No cenário político, Lula se reuniu com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em encontro fora da agenda oficial, às vésperas da abertura do ano do Judiciário. A reunião foi revelada pela jornalista Monica Bergamo e teria tratado, entre outros temas, do Código de Conduta da Corte.

Reuniões e bastidores em Brasília

Ministros contrários ao Código de Conduta teriam relatado que o presidente opinou sobre o momento de apresentação da proposta, de iniciativa do presidente do Supremo, Edson Fachin, que não participou do encontro.

Informações de bastidores indicam ainda que o presidente voltou a criticar o ministro Dias Toffoli. No evento público realizado no dia seguinte, o discurso de Lula teria adotado argumentos semelhantes aos utilizados pelos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro-relator Floriano de Azevedo Marques votou contra a cassação do senador Jorge Seif, do Partido Liberal de Santa Catarina, acusado de uso irregular de aeronave durante a campanha.

Economia, eleições e embates públicos

No mercado financeiro, enquanto empresas listadas na B3 atingiam máximas históricas, a Raízen, negociada sob o código RAIZ4, registrava queda acentuada e chegou à mínima histórica de R$ 0,77 por ação.

No campo eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), rejeitou pedido apresentado pelo PT; Partido Comunista do Brasil (PCdoB); e Partido Verde (PV), para cassar o deputado Nikolas Ferreira, do PL.

Pesquisa Nexus e FSB mostrou que o apoio à redução da escala 6x1 cai para 28 por cento quando há possibilidade de redução salarial. Sem impacto nos rendimentos, o índice sobe para 73 por cento.

Clima político e críticas

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS), segue com baixa repercussão pública, mas o tema apareceu em manifestações populares durante pré-Carnaval em Maceió, Alagoas.

O deputado Carlos Jordy, do Partido Liberal do Rio de Janeiro, criticou a promoção do presidente em desfile de escola de samba com recursos públicos. Segundo ele, há vínculo político da agremiação com o PT.

Nos bastidores da direita, a ex-deputada Janaina Paschoal afirmou que o governador Ronaldo Caiado seria alternativa mais adequada ao Palácio do Planalto do que Ratinho Júnior, caso o Partido Social Democrático (PSD), lance candidatura própria em 2026.

Classificação Indicativa: Livre

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