Política

Lula reage a polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida e cobra respeito entre religiões

Ricardo Stuckert/PR
A recente liberação de publicações sobre a padroeira do Brasil gera discussões nas redes sociais e entre líderes religiosos  |   BNews RN - Divulgação Ricardo Stuckert/PR
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 28/09/2026, às 13h00



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (27) que “mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável” e defendeu o respeito entre diferentes religiões. A declaração ocorreu após uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberar publicações nas redes sociais relacionadas à lei que reconheceu Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Em entrevista à TV Bandeirantes, Lula afirmou que Nossa Senhora Aparecida deve continuar como padroeira do país por representar a fé de parte da população brasileira.

“Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida”, declarou o presidente, em referência ao episódio de 1995 em que um pastor evangélico chutou uma imagem da santa durante um programa de televisão.

Segundo Lula, a permanência do título está ligada à vontade popular.

“Eu quero dizer o seguinte: ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo quer e tem fé”, afirmou.

Decisão do STF reacendeu discussão nas redes

No domingo (27), Flávio Dino, ministro do STF, anulou uma decisão tomada pelo ministro André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e autorizou novamente a circulação das publicações relacionadas ao tema.

A decisão de Dino atendeu a um pedido apresentado pelo humorista Antônio Tabet. Na sexta-feira (25), Mendonça havia determinado a remoção de uma publicação de Tabet sobre um suposto ataque à santa após solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE.

Ao comentar o assunto, Lula também defendeu a liberdade religiosa e pediu que seguidores de diferentes crenças evitem ataques ou ofensas motivados por questões religiosas.

“Eu respeito a religião evangélica, eu quero que eles respeitem a religião católica, que a católica respeite eles, que respeitem a religião de matriz africana. Cada um professa sua fé como quiser, sem magoar os outros”, declarou.
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