Política

Campanha de Flávio Bolsonaro escala padre para rebater boato envolvendo Nossa Senhora Aparecida

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Após decisão judicial, campanha de Flávio Bolsonaro usa padre para desmentir fake news sobre Nossa Senhora Aparecida.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 26/09/2026, às 10h47



Após a Justiça Eleitoral determinar a remoção de fake news associando o senador Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto plano contra Nossa Senhora Aparecida, a campanha do candidato definiu uma nova estratégia para estancar a crise. A equipe de marketing político pretende usar um padre como porta-voz oficial em um direito de resposta direcionado aos perfis que divulgaram a desinformação.

O boato, que circulou fortemente nas redes sociais, afirmava que o parlamentar planejava retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. A ideia do comitê de Flávio é utilizar a figura de um líder católico para desmentir a narrativa e dialogar diretamente com o eleitorado religioso.

A estratégia da campanha

A equipe de comunicação do senador já estruturou o roteiro que deverá ser utilizado na gravação do direito de resposta:

  • Roteiro do religioso: o texto preparado pelo marketing pede que o padre destaque que questões de fé e devoção não devem ser utilizadas como instrumento político para enganar eleitores;

  • Foco no desmentido: a ação busca responder diretamente ao conteúdo viral e reforçar, de maneira categórica, que a afirmação sobre a padroeira é falsa.

A origem da desinformação

O assunto ganhou grande repercussão após comentários feitos na imprensa, que posteriormente precisaram ser corrigidos:

  • O estopim: a polêmica ganhou tração quando a jornalista Maria Cristina Fernandes, no canal GloboNews, apontou um suposto movimento que tentaria destituir Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira;

  • A retratação: horas após a fala, a emissora divulgou uma correção oficial, explicando que a informação se referia, na verdade, a um projeto de lei já arquivado há quase duas décadas;

  • O projeto real: a proposta de revogar o título da padroeira chegou a ser apresentada na Câmara dos Deputados em 2007 pelo então deputado Victorio Galli (MT), que, anos depois, atuou como assessor especial da Presidência no governo Jair Bolsonaro, mas o texto foi definitivamente arquivado em 2008.

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