Política
Após a Justiça Eleitoral determinar a remoção de fake news associando o senador Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto plano contra Nossa Senhora Aparecida, a campanha do candidato definiu uma nova estratégia para estancar a crise. A equipe de marketing político pretende usar um padre como porta-voz oficial em um direito de resposta direcionado aos perfis que divulgaram a desinformação.
O boato, que circulou fortemente nas redes sociais, afirmava que o parlamentar planejava retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. A ideia do comitê de Flávio é utilizar a figura de um líder católico para desmentir a narrativa e dialogar diretamente com o eleitorado religioso.
A equipe de comunicação do senador já estruturou o roteiro que deverá ser utilizado na gravação do direito de resposta:
Roteiro do religioso: o texto preparado pelo marketing pede que o padre destaque que questões de fé e devoção não devem ser utilizadas como instrumento político para enganar eleitores;
Foco no desmentido: a ação busca responder diretamente ao conteúdo viral e reforçar, de maneira categórica, que a afirmação sobre a padroeira é falsa.
O assunto ganhou grande repercussão após comentários feitos na imprensa, que posteriormente precisaram ser corrigidos:
O estopim: a polêmica ganhou tração quando a jornalista Maria Cristina Fernandes, no canal GloboNews, apontou um suposto movimento que tentaria destituir Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira;
A retratação: horas após a fala, a emissora divulgou uma correção oficial, explicando que a informação se referia, na verdade, a um projeto de lei já arquivado há quase duas décadas;
O projeto real: a proposta de revogar o título da padroeira chegou a ser apresentada na Câmara dos Deputados em 2007 pelo então deputado Victorio Galli (MT), que, anos depois, atuou como assessor especial da Presidência no governo Jair Bolsonaro, mas o texto foi definitivamente arquivado em 2008.
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