Política
O feriado de 12 de outubro colocou a disputa do segundo turno presidencial no centro das celebrações da padroeira do Brasil. Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) reservaram a manhã para participar de missas em Brasília, enquanto os candidatos a vice-presidente marcaram presença no Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista.
A movimentação reflete a corrida direta de ambas as campanhas para dialogar com o eleitorado cristão na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.
Em Brasília, as celebrações religiosas contaram com formatos e horários específicos para cada postulante:
Lula no Alvorada: o presidente assistiu a uma missa às 9h na capela do Palácio da Alvorada, com previsão de declarações à imprensa após a cerimônia;
Flávio na Catedral Metropolitana: às 11h, o candidato do PL participou de uma celebração na Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios, acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, um ato reservado à equipe organizadora e à consagração das partículas antes da missa aberta ao público geral, marcada para as 17h;
Alckmin no Santuário Nacional: em Aparecida (SP), o vice-presidente Geraldo Alckmin representou a chapa petista na missa solene realizada na Basílica Nacional, maior templo católico do país.
A data litúrgica transcorre em meio a embates digitais acirrados. Nas últimas semanas, publicações em redes sociais associaram falsamente Flávio Bolsonaro a um suposto plano legislativo para revogar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. O senador rechaçou as acusações e atribuiu a disseminação do conteúdo a adversários petistas e a setores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A contenda foi levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que delimitou balizas para a moderação das postagens:
Remoção de conteúdo flagrantemente falso: a Corte determinou a exclusão imediata de peças que imputem diretamente a Flávio Bolsonaro autoria ou apoio formal à retirada do título da santa;
Liberdade para sátiras e críticas genéricas: postagens satíricas ou sem citação nominal direta foram mantidas no ar. O relator, ministro André Mendonça, alterou voto anterior para preservar publicação do humorista Antonio Tabet que criticava manifestações de setores extremistas sem citar formalmente o nome do parlamentar.
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