Política
Publicado em 27/01/2026, às 06h40 Malu Machado
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, indicou o ex-ministro Ricardo Lewandowski como consultor jurídico do Banco Master, revelando um contrato de R$ 6,5 milhões que destaca a relação entre a instituição financeira e o governo atual.
A indicação ocorreu após consulta da direção do banco a Wagner, que sugeriu Lewandowski, recém-aposentado do STF, estabelecendo um vínculo que remonta à atuação de Wagner na Bahia desde 2007.
O contrato, firmado em agosto de 2023, prevê pagamentos mensais de R$ 250 mil, com a maior parte dos valores quitados após janeiro de 2024, enquanto Wagner negou ter indicado o ex-ministro Guido Mantega para o banco.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), confirmou ter indicado o ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para atuar como consultor jurídico do Banco Master.
A revelação, acompanhada do detalhamento de valores que somam R$ 6,5 milhões, expõe a relação entre a instituição financeira, a liderança do governo e o atual primeiro escalão do Executivo.
Segundo nota oficial enviada pela assessoria de Jaques Wagner, o senador foi procurado pela direção do banco e consultado sobre a indicação de um jurista. Na ocasião, Wagner sugeriu o nome de Lewandowski, que havia se aposentado recentemente do STF.
A relação entre o senador e o banco é estabelecida através de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Master e criador do Credcesta, sistema de crédito consignado que opera junto ao governo da Bahia desde 2007, ano em que Wagner assumiu o governo estadual pela primeira vez.
O contrato entre o Banco Master e o escritório Lewandowski Advocacia foi firmado em 28 de agosto de 2023, com honorários mensais estipulados em R$ 250 mil. O objeto do contrato era a prestação de "serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico".
Os dados financeiros revelam um ponto central na cronologia:
Atualmente, o escritório é gerido pelos filhos do ministro, Enrique e Yara de Abreu Lewandowski. Os pagamentos por parte do banco estenderam-se até setembro de 2025, totalizando 21 meses de recebimentos concomitantes ao exercício de Lewandowski na Esplanada.
A nota da assessoria de Jaques Wagner também tratou da suposta indicação do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o mesmo banco. Diferente do caso de Lewandowski, o senador negou "jamais ter participado" da indicação de Mantega.
Informações indicam que o contrato de Mantega seria de aproximadamente R$ 1 milhão por mês, com o intuito de viabilizar a venda do Master para o BRB (Banco de Brasília). Wagner reiterou que sua participação restringiu-se apenas à sugestão do nome de Lewandowski após a saída deste do Poder Judiciário.
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