Política
por José Nilton Jr.
Publicado em 05/06/2026, às 17h17
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que considere o ministro Alexandre de Moraes como suspeito para avaliar um pedido envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master.
O requerimento foi protocolado no começo desta semana e busca impedir que Moraes analise uma solicitação apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias. O parlamentar pede a ampliação de uma investigação já em andamento para incluir Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A defesa do senador argumenta que o magistrado não reúne as condições necessárias de imparcialidade para conduzir a análise do pedido, alegando a existência de fatos que poderiam comprometer sua atuação no caso.
Entre os argumentos apresentados ao Supremo, os advogados mencionam a contratação do escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, pelo Banco Master.
A petição também faz referência a mensagens atribuídas ao ministro que teriam sido encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, apontado como figura central na discussão levantada pela defesa.
Segundo os representantes de Flávio Bolsonaro, esses elementos demonstrariam uma proximidade entre Moraes, o banco e o empresário, situação que, na avaliação da defesa, justificaria o reconhecimento da suspeição do ministro.
O movimento ocorre dentro de um processo que investiga o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A investigação apura supostas articulações internacionais relacionadas a sanções contra autoridades brasileiras.
No pedido apresentado ao STF, Lindbergh Farias sustenta que existem indícios de conexão entre as ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro, campanhas por sanções internacionais e a captação de recursos para financiar o filme “Dark Horse”, produção que aborda a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Com base nesses elementos, o parlamentar defende a inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro entre os alvos da apuração.
Além de solicitar que Alexandre de Moraes seja declarado suspeito, a defesa de Flávio Bolsonaro pede que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça.
Os advogados argumentam que Mendonça já atua como relator de investigações relacionadas ao Banco Master, o que justificaria a transferência do processo.
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