Política

Juventude à direita? Flávio Bolsonaro avança entre eleitores jovens e acende alerta no PT

Foto: AFP
Levantamentos mostram Flávio Bolsonaro com 55,2% entre eleitores jovens, desafiando a liderança de Lula nas eleições de 2026.  |   BNews RN - Divulgação Foto: AFP
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 09/05/2026, às 17h51



O tabuleiro eleitoral de 2026 apresenta uma mudança de comportamento que desafia as tradições políticas brasileiras. Segundo levantamentos recentes de institutos como Ideia, CNT/MDA e Datafolha, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem conquistado terreno importante entre os eleitores mais jovens, segmento que foi base sólida para a vitória de Lula em 2022.

Na pesquisa Meio/Ideia mais recente, Flávio aparece com impressionantes 55,2% das intenções de voto contra 30% de Lula em um eventual segundo turno no grupo de 16 a 24 anos. O movimento é corroborado pelo levantamento da CNT/MDA, onde o senador registra 45% contra 40% do atual presidente. Mesmo no Datafolha, onde Lula ainda lidera numericamente (48% a 44%), a vantagem é considerada dentro da margem de disputa acirrada.

O "X" da questão: digital e linguagem

Especialistas apontam que o sucesso de Flávio entre os jovens se deve a uma comunicação nativa digital. Enquanto o PT admite dificuldade em se conectar com as novas gerações, Flávio investe em vídeos curtos, discursos objetivos e presença em eventos como o Fórum da Liberdade, que atraiu milhares de jovens na PUC-RS.

Aliados afirmam que a estratégia é fugir do "politiquês" tradicional e focar em pautas de liberdade econômica e costumes, temas que têm tido forte ressonância nas periferias e entre novos profissionais.

Reação do Governo

O Partido dos Trabalhadores não ignora o movimento. Durante o 8º Congresso Nacional da legenda, o presidente do PT, Edinho Silva, reconheceu a necessidade de reconstruir a conexão com a juventude. Como resposta, o governo Lula intensificou programas como o Desenrola 2.0, focando especialmente em estudantes inadimplentes do Fies, onde o calote supera 65%, na tentativa de recuperar o apoio desse público.

O fenômeno marca um afastamento geracional de pautas progressistas clássicas, sinalizando que a disputa de 2026 será decidida não apenas nos palanques, mas, principalmente, na tela do celular.

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