Política

"Está muito nervoso": Otto oferece calmante a Rogério Marinho durante debate sobre fim da escala 6x1

Edilson Rodrigues/Agência Senado - Pedro França/Agência Senado
Presidente da comissão, Otto Alencar ofereceu um "calmante" a Rogério Marinho durante a sessão e ainda ironizou a situação  |   BNews RN - Divulgação Edilson Rodrigues/Agência Senado - Pedro França/Agência Senado
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 02/09/2026, às 14h28



A votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que sugere o fim da escala de trabalho 6x1 foi marcada por uma brincadeira entre os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Rogério Marinho (PL-RN) nesta quarta-feira (2), durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Presidente da comissão, Otto Alencar ofereceu um "calmante" a Rogério Marinho durante a sessão e ainda ironizou a situação ao afirmar que também havia levado medicamentos para hipertensão e problemas cardíacos. "Eu trouxe até Lexotan, se o senhor quiser", disse Otto ao falar com Marinho. 

A provocação ocorreu em meio às discussões sobre a proposta que pretende alterar a jornada e o atual modelo de escala de trabalho. O episódio aconteceu enquanto os senadores analisavam os próximos passos da PEC, que ainda precisa ser examinada pela CCJ antes de avançar na tramitação.

A proposta tem provocado divergências entre os parlamentares, principalmente em relação aos possíveis impactos da redução da jornada para trabalhadores e empregadores. Em resposta ao que Otto disse, Marinho agradeceu. "O cardápio que Vossa Excelência oferece é variado para muitos gostos", afirmou. 

Relator apresenta parecer sobre redução da jornada

O senador Omar Aziz, que é relator da PEC, apresentou seu parecer à Comissão de Constituição e Justiça. A expectativa é que o texto seja submetido à votação do colegiado ainda nesta quarta.

No relatório, Aziz manteve a versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. A manutenção do texto busca evitar que a proposta precise retornar à Câmara caso seja aprovada pelo Senado.

A estratégia pretende acelerar a tramitação da matéria, já que alterações feitas pelos senadores poderiam exigir uma nova análise pelos deputados. A discussão sobre a jornada de trabalho, no entanto, segue provocando embates entre parlamentares.

Mudança prevê redução gradual para 40 horas

O texto aprovado pela Câmara em maio estabelece uma redução progressiva da jornada semanal, que atualmente é de 44 horas. A proposta prevê um período de transição até a implementação da jornada de 40 horas.

Pelo cronograma aprovado, a jornada seria reduzida inicialmente para 42 horas semanais após dois meses de vigência da PEC. Depois, passado um ano, a carga horária chegaria às 40 horas semanais previstas no texto.

A PEC também está diretamente relacionada à discussão sobre o fim da escala 6x1, modelo no qual o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. A proposta ainda depende da análise e votação no Senado para seguir avançando no processo legislativo.

Classificação Indicativa: Livre

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