Política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou sua campanha à reeleição neste sábado (24), com uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo, marcada por fortes ataques ao seu adversário no segundo turno. Em declaração a jornalistas antes do início do evento, o petista afirmou que "jamais imaginou disputar a eleição com um miliciano" e classificou o concorrente como "mentiroso" e "desqualificado", embora não tenha citado o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nominalmente em sua fala.
Durante o pronunciamento, Lula declarou que a eleição exige preocupação com o país e acusou o adversário de não ter compromisso com a verdade. A estratégia de encerrar o período de mobilização nas ruas no centro da capital paulista repetiu o roteiro adotado pelo Partido dos Trabalhadores na véspera do primeiro turno, buscando consolidar o apoio na maior metrópole do país ao lado de figuras centrais de sua base aliada.
Além dos ataques gerais, o presidente utilizou o espaço para resgatar o caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta por um disparo de arma de fogo no município fluminense de Niterói, para questionar a postura ética de seu oponente político.
Contexto processual: denúncia por homicídio contra o policial militar Bruno Dias Delaroli, cujo julgamento foi adiado para maio de 2027.
Atuação da defesa: tentativa do senador Flávio Bolsonaro no STJ, em 2024, para tentar impedir que o policial militar enfrentasse o júri popular.
Declaração do presidente: afirmação de que a sociedade não aceitará um candidato que "ajuda quem matou a menina", apontando falta de condições morais para a Presidência.
A caminhada na Avenida Paulista serviu como uma demonstração de força da coligação governista, reunindo a cúpula do atual governo e lideranças partidárias que acompanharam o candidato no trio elétrico.
Membros do governo atual: vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Paulo Pereira (Empreendedorismo).
Aliados políticos: ex-ministros como Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Fernando Haddad e Márcio França.
Presença no trio: a primeira-dama Janja da Silva permaneceu ao lado do presidente durante todo o trajeto.
O tom incisivo na véspera do pleito reflete a alta polarização da corrida presidencial de 2026. A decisão final está agora nas mãos de milhões de brasileiros que comparecerão às urnas neste domingo (25), das 8h às 17h, no fuso horário de Brasília, para definir quem comandará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos.
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