O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou uma ampla reformulação no governo federal com a saída de 18 ministros. As mudanças ocorrem às vésperas do prazo de desincompatibilização eleitoral, período em que ocupantes de cargos públicos precisam deixar suas funções para disputar eleições.
A movimentação foi anunciada durante reunião ministerial em Brasília, marcada por despedidas e ajustes estratégicos na Esplanada. Segundo Lula, o número de desligamentos ainda pode aumentar até o fim do prazo.
Além das saídas, o presidente também confirmou a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa à reeleição, o que exige seu afastamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Saídas em massa redesenham governo
A decisão de Alckmin encerra especulações sobre uma possível mudança na composição da chapa. Nos bastidores, o nome dele chegou a ser cogitado para disputar outros cargos, como o governo de São Paulo ou o Senado.
Partidos aliados também adotaram estratégias próprias. O Partido Social Democrático (PSD), lançou Ronaldo Caiado à Presidência, enquanto o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), optou por se declarar independente.
Com isso, o governo passa por uma reconfiguração que envolve tanto disputas eleitorais quanto rearranjos políticos internos.
Veja a lista dos ministros que deixam o governo
• Geraldo Alckmin (PSB) - saída para disputar vice-presidente novamente
• Rui Costa (PT) - saída para disputar Senado pela Bahia
• Fernando Haddad (PT) - saída para disputar governo de São Paulo
• Carlos Fávaro (PSD) - saída para disputar Senado por Mato Grosso
• André Fufuca (PP) - saída para disputar Câmara dos Deputados
• Anielle Franco (PT) - saída para disputar Câmara dos Deputados
• Gleisi Hoffmann (PT) - saída para disputar Senado pelo Paraná
• Jader Filho (MDB) - saída para disputar Câmara dos Deputados
• Macaé Evaristo (PT) - saída para disputar Assembleia Legislativa de Minas
• Marina Silva (Rede Sustentabilidade) - saída para disputar Senado por São Paulo
• Paulo Teixeira (PT) - saída para disputar Câmara dos Deputados
• Renan Filho (MDB) - saída para disputar governo de Alagoas
• Silvio Costa Filho (Republicanos) - saída para disputar Câmara dos Deputados
• Sônia Guajajara (PSOL) - saída para disputar Câmara dos Deputados
• Waldez Góes (PDT) - saída para disputar pelo Senado pelo Amapá
• André de Paula (PSD) - saída para assumir o Ministério da Agricultura
• Dario Durigan (PT) - saída para assumir o Ministério da Fazenda
• Miriam Belchior (PT) - saída para assumir a Casa Civil
Substituições e cenário eleitoral
Para suprir as saídas, o governo pretende promover secretários-executivos aos cargos de ministros, garantindo continuidade administrativa. A estratégia já vinha sendo planejada internamente.
No Ministério da Fazenda, Dario Durigan assumiu após a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo.
Lula afirmou que ainda aguarda novas definições e não descartou mais mudanças até o fim do prazo legal, indicando que a reconfiguração do governo pode ser ainda maior.