Política
A pesquisa Datafolha de 2026 revela um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, com Lula liderando com 46% das intenções de voto contra 43% de Bolsonaro, um cenário alarmante para o governo e animador para a oposição.
A queda acentuada na vantagem de Lula, que era de 15 pontos em dezembro de 2025, reflete uma rápida mudança no eleitorado, com Lula agora oscilando entre 38% e 39% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro varia entre 32% e 34%.
O crescimento de Flávio Bolsonaro ocorre mesmo com a prisão de seu pai, Jair Bolsonaro, indicando a continuidade do 'bolsonarismo' como força eleitoral, enquanto a queda de Lula é atribuída a um desgaste natural e dificuldades econômicas enfrentadas pelo governo.
A primeira grande pesquisa Datafolha de 2026, divulgada neste sábado (7), traz um cenário de alerta vermelho para o Palácio do Planalto e de euforia para a oposição. O levantamento indica que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em empate técnico em um eventual segundo turno. Lula aparece com 46% das intenções de voto, contra 43% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O dado que mais impressiona é a velocidade da mudança no eleitorado. Em dezembro de 2025, Lula ostentava uma vantagem confortável de 15 pontos (51% a 36%). Em apenas três meses, essa diferença caiu para apenas três pontos percentuais, configurando o empate dentro da margem de erro, que é de dois pontos.
Nas simulações para o primeiro turno, Lula ainda lidera, mas com uma distância menor. O petista oscila entre 38% e 39%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 32% a 34%.
Confira os números do cenário mais provável
Entre os nomes que tentam furar a bolha da polarização, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), é quem apresenta o melhor desempenho, superando outros governadores como Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). O Datafolha também testou um cenário sem Lula: se o candidato fosse Fernando Haddad, Flávio Bolsonaro venceria por 43% a 41%.
O avanço de Flávio Bolsonaro ocorre mesmo com o pai, Jair Bolsonaro, preso por suposta tentativa de golpe de Estado. Para analistas, isso indica que o "bolsonarismo" permanece vivo e consolidado como força eleitoral, herdando o espólio político do ex-mandatário. Do lado do governo, a queda de Lula é atribuída a um desgaste natural e às dificuldades na economia percebidas no início deste ano.
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre os dias 3 e 5 de março. A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-03715/2026.
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