Política

Crise no STF: saída de Toffoli passa a ser vista como inevitável nos bastidores da Corte

Luiz Silveira/STF
Ministros do STF avaliam que saída de Toffoli pode ser necessária para conter danos institucionais diante da crise do Banco Master  |   BNews RN - Divulgação Luiz Silveira/STF
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 18/03/2026, às 18h57



A possibilidade de uma saída antecipada do ministro Dias Toffoli do STF se intensificou devido à crise envolvendo o Banco Master, com relatos de que sua renúncia ou aposentadoria pode ser iminente para evitar danos institucionais.

Três ministros do tribunal consideram a situação crítica, e a percepção é de que a crise pode se agravar nas próximas semanas, tornando a permanência de Toffoli insustentável.

Embora Toffoli e o ministro Alexandre de Moraes neguem irregularidades, a pressão interna é alta, levando a discussões sobre a necessidade de medidas drásticas, como a saída de um dos ministros para conter a crise.

Resumo gerado por IA

A possibilidade de uma saída antecipada do ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal ganhou força nos bastidores da Corte. Segundo relatos de integrantes do tribunal, a hipótese de renúncia ou aposentadoria antes do prazo passou a ser considerada diante da crise envolvendo o Banco Master.

De acordo com ministros ouvidos sob reserva, ao menos três integrantes da Corte avaliam o cenário como real. A percepção interna é de que a crise pode se intensificar nas próximas semanas, o que tornaria a permanência de Toffoli no cargo cada vez mais difícil.

A avaliação de parte da ala do STF é de que a saída do ministro seria uma forma de conter os danos institucionais. Nos bastidores, o termo “inevitável” já é utilizado para descrever a possibilidade de afastamento.

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Pressão interna e impacto na Corte

Além de Toffoli, o nome do ministro Alexandre de Moraes também aparece no contexto das investigações relacionadas ao caso. No entanto, interlocutores do tribunal afirmam que Moraes possui maior respaldo político, tanto dentro quanto fora da Corte.

A avaliação interna é de que uma eventual saída de Moraes provocaria um desgaste ainda maior, já que ele se consolidou como uma das principais figuras do STF nos últimos anos.

Tanto Toffoli quanto Moraes negam qualquer irregularidade em relação ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, que está preso.

Integrantes do tribunal classificam o momento como uma crise interna sem precedentes recentes. Nos bastidores, magistrados admitem que será necessário “cortar na carne”, expressão utilizada para indicar a possibilidade de perda de um dos ministros como forma de tentar conter o avanço da crise.

A situação contrasta com momentos anteriores de tensão institucional, quando hipóteses de saída de ministros eram descartadas. Agora, a renúncia passou a ser considerada uma alternativa concreta dentro do STF.

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