Política

Cadu pretende reunir 16 deputados para fortalecer base na Assembleia Legislativa

Reprodução/ 98 FM
Com apoio de dois terços dos parlamentares, Cadu poderá eleger a presidência da Assembleia e conduzir sua agenda  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/ 98 FM
Lavínia Manso

por Lavínia Manso

Publicado em 27/10/2026, às 06h35



O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou nesta segunda-feira (26), em entrevista ao programa Repórter 98, da rádio 98 FM Natal, que pretende reunir 16 dos 24 deputados estaduais em sua base na Assembleia Legislativa. A articulação busca fortalecer o futuro governo e, segundo ele, dar ao grupo condições de eleger a próxima presidência da Casa.

Caso alcance esse número, Cadu terá o apoio de dois terços dos parlamentares estaduais. A composição ampliaria a capacidade de negociação do Executivo para aprovar propostas e conduzir sua agenda a partir de janeiro de 2027, quando começa o mandato.

Na avaliação do governador eleito, uma bancada desse tamanho também teria força para definir quem comandará o Legislativo. Ele afirmou que o grupo poderá eleger o próximo presidente ou a próxima presidente da Assembleia.

Negociações envolvem base e composição do governo

Cadu destacou a chegada da deputada estadual Cristiane Dantas ao seu grupo político. A adesão foi mencionada durante a entrevista sobre a formação da base que dará sustentação à futura gestão.

Com a disputa eleitoral encerrada, o governador eleito pretende aprofundar as conversas sobre a organização dos aliados na Assembleia e a composição da administração estadual. Segundo ele, esse debate passa pela construção do apoio parlamentar.

Durante a campanha, porém, Cadu afirma ter evitado compromissos antecipados sobre a distribuição de cargos. Ao explicar sua postura, relatou que um parlamentar chegou a condicionar o apoio à indicação de um nome para uma secretaria.

Pedido de secretaria foi recusado, afirma Cadu

De acordo com o governador eleito, a proposta foi rejeitada porque ele havia decidido não negociar a divisão do governo antes do resultado das urnas. Cadu não informou a identidade do parlamentar que teria apresentado a condição.

O petista esclareceu que a recusa naquele momento não significava impedir a participação do parlamentar na futura gestão. Segundo seu relato, a decisão seguia o mesmo critério adotado nas conversas com os demais aliados, deixando as negociações por espaços para depois da eleição.

A formação da equipe, a consolidação da base governista e as articulações para a escolha da presidência da Assembleia estão entre as tarefas políticas que Cadu terá pela frente antes de assumir o comando do Estado.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating