Política
Publicado em 27/02/2026, às 09h16 Malu Machado
Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência e presidente do PDT, é agora o foco das investigações sobre um esquema de descontos ilegais no INSS, que prejudicou milhares de aposentados, após ser mencionado em delações de ex-dirigentes do órgão.
As investigações revelam que Lupi teria demorado um ano para agir contra os descontos indevidos, resultando em um aumento do prejuízo aos aposentados de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões durante seu mandato.
A CPMI do INSS aprovou a quebra do sigilo bancário de Lupi e de outras figuras envolvidas, com o relator Alfredo Gaspar afirmando que tomará medidas para aprofundar as investigações, enquanto a defesa do ex-ministro ainda não se pronunciou sobre as acusações.
O ex-ministro da Previdência e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, se tornou o novo alvo central das investigações sobre as polêmicas envolvendo o INSS.
Lupi foi mencionado na delação premiada de dois ex-dirigentes do órgão, André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, que detalharam a atuação do ex-ministro no esquema de descontos ilegais que lesou milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.
A citação de Lupi surge como uma bomba para o Palácio do Planalto, especialmente após o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), confirmar nesta sexta-feira (27) que solicitará a quebra do sigilo bancário do ex-ministro.
Carlos Lupi assumiu o ministério em janeiro de 2023 e foi demitido em maio de 2025, nove dias após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto.
Segundo as investigações, Lupi teria atuado para proteger integrantes da cúpula do INSS, como o então presidente Alessandro Stefanutto, que recebia uma "mesada" de R$ 250 mil do esquema.
Mesmo alertado diversas vezes sobre o crescimento exponencial dos descontos indevidos, Lupi levou cerca de um ano para adotar providências. Nesse período, o prejuízo aos aposentados saltou de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões.
A delação que atinge Lupi vem de figuras-chave do esquema, presas pela Polícia Federal:
A pressão sobre o governo aumentou após a comissão aprovar também a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
O relator Alfredo Gaspar foi enfático ao declarar: “Vamos trabalhar pela quebra dos sigilos. Vamos pedir a quebra dos sigilos de Lupi”.
A defesa do ex-ministro ainda não se manifestou detalhadamente sobre o conteúdo da delação divulgada pela coluna de Andreza Matais (Metrópoles).
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