Política
Jair Bolsonaro foi transferido da UTI para um quarto no Hospital DF Star após dez dias de internação, coincidentemente no dia em que a Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor de sua prisão domiciliar.
O ex-presidente, que estava internado desde 13 de março devido a problemas de saúde, apresenta um quadro clínico estável, mas ainda requer cuidados intensivos, incluindo antibióticos e fisioterapia.
A Procuradoria-Geral da República enviou um parecer ao STF solicitando a prisão domiciliar, argumentando que o ambiente em casa seria mais adequado para os cuidados necessários, enquanto a decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, nesta segunda-feira (23), após dez dias de internação. A mudança no quadro clínico ocorre no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável à concessão de prisão domiciliar.
Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março, após passar mal enquanto cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. A informação sobre a saída da UTI foi confirmada pelo médico responsável, Brasil Caiado.
De acordo com boletim médico, o ex-presidente apresenta quadro clínico estável, mas segue sob cuidados intensivos, com uso de antibióticos intravenosos, além de fisioterapia respiratória e motora.
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PGR defende domiciliar e decisão agora depende do STF
O avanço no estado de saúde acontece em paralelo à movimentação jurídica no caso. A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal um parecer favorável ao pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro.
No documento, o procurador-geral Paulo Gonet argumenta que o quadro clínico do ex-presidente justifica a flexibilização do regime de cumprimento de pena, destacando a necessidade de cuidados contínuos.
Segundo o parecer, o ambiente domiciliar seria mais adequado para garantir a assistência necessária durante o tratamento, especialmente diante dos fatores de risco apontados pela equipe médica.
A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, que ainda não definiu prazo para análise.
Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia decorrente de broncoaspiração. Mesmo fora da UTI, ele segue internado e sob monitoramento constante, enquanto aguarda a evolução do quadro clínico e o desfecho do pedido na Justiça.
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