Política
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na UTI do Hospital DF Star, com melhora na função renal, mas com aumento nos marcadores inflamatórios, o que gerou preocupação na equipe médica.
A broncopneumonia bacteriana que afeta Bolsonaro requer intensificação do tratamento, enquanto seus filhos mantêm a mobilização da base eleitoral para as eleições de 2026, dividindo tarefas entre eles.
Flávio Bolsonaro continua cumprindo agendas oficiais para manter a esperança entre os apoiadores, enquanto Carlos Bolsonaro atualiza a militância sobre a saúde do pai e reforça sua presença política mesmo hospitalizado.
O quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro segue sob monitoramento intensivo neste domingo (15). Segundo o boletim médico mais recente divulgado pelo Hospital DF Star, onde o ex-chefe do Executivo está internado desde a última sexta-feira (13), houve uma evolução positiva na função renal, mas uma nova preocupação surgiu para a equipe médica: o aumento nos marcadores inflamatórios no sangue.
A instabilidade no quadro inflamatório exigiu, de forma imediata, a intensificação da cobertura antibiótica para combater a broncopneumonia bacteriana bilateral que acomete o paciente. Bolsonaro continua sob suporte clínico intensivo e realiza sessões reforçadas de fisioterapia respiratória e motora para auxiliar na recuperação pulmonar.
Apesar da melhora nos rins (órgão que vinha gerando apreensão devido à toxicidade dos medicamentos fortes utilizados) a situação ainda é delicada. O boletim oficial reforça que o ex-presidente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem qualquer previsão de alta.
A broncopneumonia bacteriana é uma infecção grave que, no caso de pacientes com o histórico de saúde de Bolsonaro, exige atenção redobrada. A equipe médica, liderada por especialistas de confiança da família, mantém o sigilo sobre detalhes adicionais, mas a necessidade de "intensificar" a medicação indica que o organismo ainda reage de forma lenta ao tratamento. Enquanto isso, aliados e apoiadores seguem em vigília, acompanhando as notas oficiais emitidas pela unidade hospitalar.
A internação de Jair Bolsonaro na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, não paralisou a estratégia do clã Bolsonaro para 2026. Pelo contrário: enquanto o ex-presidente luta contra uma broncopneumonia bacteriana, seus filhos adotaram uma tática de "trabalho dividido" para garantir que a base eleitoral continue mobilizada e "esperançosa".
Nos bastidores, o que se observa é uma divisão clara de papéis:
Flávio Bolsonaro: o senador, pré-candidato à Presidência, continua cumprindo agendas oficiais pelo país. Sua missão, segundo o próprio, é a de "levar esperança" e manter a chama da militância acesa. O episódio da "dancinha" em Rondônia, que gerou críticas, reflete a busca por uma imagem de normalidade e força, mesmo com o pai hospitalizado.
Carlos Bolsonaro: o ex-vereador atua como a voz oficial (e mais cautelosa) sobre o estado clínico do pai. É ele quem atualiza a militância nas redes sociais, transmitindo a gravidade da situação médica e reforçando a imagem de resiliência de Bolsonaro. Ao mesmo tempo, é Carlos quem relata a "insistência" do ex-presidente em discutir política no leito do hospital, reforçando a narrativa de que ele continua no comando estratégico dos planos do PL.
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