Política

Após pressão de Lula, Haddad deixa a Fazenda para disputar o governo de São Paulo

Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
A decisão de Haddad foi tomada após conversas com Lula, visando fortalecer a base política no maior colégio eleitoral do Brasil  |   BNews RN - Divulgação Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 09/03/2026, às 17h41



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar seu cargo na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo, a pedido do presidente Lula, dentro do prazo legal para desincompatibilização de ministros que desejam se candidatar.

Haddad é considerado um candidato forte no cenário político, especialmente por ser um dos principais nomes do governo para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, que lidera as intenções de voto com 44%, enquanto Haddad tem 31%.

A saída de Haddad da Fazenda é vista como uma estratégia para fortalecer a base política do governo em São Paulo, um estado crucial nas eleições nacionais, e ele deve deixar o cargo no dia 19 de março.

Resumo gerado por IA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o comando da pasta na próxima semana para disputar o governo do estado de São Paulo nas eleições deste ano. A decisão foi tomada após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria pedido ao aliado que entrasse na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Segundo fontes próximas ao ministro, a previsão é que Haddad deixe o cargo no dia 19 de março. A saída ocorre dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral brasileira para que ministros que pretendem disputar eleições se afastem de suas funções públicas.

A lei determina que integrantes do primeiro escalão do governo precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar o cargo — até seis meses antes do pleito, prazo que neste ano termina no início de abril.

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Disputa pelo Palácio dos Bandeirantes

A candidatura de Haddad ocorre em um cenário político considerado estratégico para o governo federal. O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e tem peso decisivo nas disputas nacionais.

De acordo com interlocutores do governo, o presidente Lula avaliou que a presença do ministro na disputa estadual poderia fortalecer a base política no estado e influenciar o cenário da eleição presidencial.

Nas pesquisas recentes, Haddad aparece como um dos nomes mais competitivos do campo governista para enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Levantamento do Datafolha divulgado no fim de semana indica que Tarcísio lidera as intenções de voto para o governo paulista com 44%, enquanto Haddad aparece com 31%.

Apesar da diferença, aliados do governo avaliam que o ministro tem desempenho superior a outros nomes cogitados para a disputa, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

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