Política
por José Nilton Jr.
Publicado em 09/03/2026, às 14h11
A crise envolvendo o Banco Master levou parlamentares a retomarem no Congresso Nacional a discussão sobre a criação de mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida voltou à pauta política após menções a integrantes do Judiciário em comunicações atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Líderes partidários passaram a tratar o tema como uma forma de sinalizar que o Legislativo acompanha as repercussões do caso e discute mecanismos institucionais relacionados ao funcionamento da Suprema Corte.
A proposta em debate foi apresentada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), e estabelece mandato de oito anos para os ministros do STF, sem possibilidade de recondução ao cargo.
Para entrar em vigor, a medida precisa ser aprovada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição, o que exige votação qualificada no Congresso Nacional.
Caso seja aprovada, a regra passaria a valer apenas para ministros que vierem a ser indicados futuramente para o STF, sem alterar a situação dos atuais integrantes da Corte.
A proposta tem recebido apoio de parlamentares de diferentes espectros políticos, incluindo integrantes de partidos do centrão, mas encontra resistência entre congressistas ligados à esquerda.
A discussão sobre mudanças nas regras para composição do STF também ganhou outros contornos nos bastidores políticos.
O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Leite, defendeu uma alternativa baseada na criação de uma idade mínima para nomeação de ministros.
Segundo a sugestão apresentada por Leite, os indicados só poderiam assumir o cargo a partir dos 65 anos. Como a aposentadoria compulsória ocorre aos 75 anos, cada ministro teria, na prática, um período aproximado de dez anos de atuação na Corte.
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