Política
por Lavínia Manso
Publicado em 15/07/2026, às 06h13
O Governo do Rio Grande do Norte afirmou que o prédio da antiga Casa da Estudante Feminina Nísia Floresta, ocupado por estudantes e movimentos sociais desde sábado (11), em Natal, não está abandonado e já possui uma finalidade pública definida. Segundo o Executivo estadual, o imóvel será transformado na Casa da Juventude Potiguar, equipamento vinculado ao Projeto CAIS Juventudes, voltado à promoção de oportunidades, cidadania e inclusão para a juventude do estado.
A ocupação ocorre no imóvel localizado no bairro Cidade Alta. Os manifestantes reivindicam a reativação da moradia estudantil feminina, alegando que o espaço deixou de cumprir essa função há anos, mesmo após receber investimentos em uma reforma.
Em nota oficial, o Estado informou que acompanha a situação desde os primeiros relatos sobre a possibilidade de ocupação. De acordo com o governo, equipes da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, por meio da Subsecretaria de Juventude, e da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer, mantêm diálogo com os movimentos para buscar uma solução consensual.
Na manifestação realizada no sábado (11), estudantes, trabalhadores e jovens ocuparam o prédio para pressionar o poder público pela retomada da Casa da Estudante Feminina. Segundo vídeos divulgados pelos participantes, a mobilização reúne integrantes do Movimento Correnteza, Movimento Rebele-se, Movimento de Mulheres Olga Benário e Movimento Corrente Revolucionária, ligado à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
Os manifestantes afirmam que o prédio passou por uma reforma superior a R$ 400 mil, mas continua sem cumprir sua função original. De acordo com o movimento, o espaço possui capacidade para receber até 72 estudantes do ensino médio e do ensino superior, especialmente jovens vindas do interior do Rio Grande do Norte.
As participantes também alegam que o fechamento da unidade dificulta a permanência de mulheres na educação e informaram que pretendem permanecer no local até que o governo apresente uma resposta às reivindicações.
Na nota, o Governo do Rio Grande do Norte reforçou que o imóvel passa por um processo de organização para iniciar um novo ciclo de funcionamento e negou que o espaço esteja abandonado. O Executivo afirmou que a futura Casa da Juventude Potiguar ampliará o atendimento às juventudes potiguares por meio do Projeto CAIS Juventudes.
O governo também destacou que continuará priorizando o diálogo com as representações do movimento, buscando uma solução que concilie as reivindicações apresentadas, a preservação do patrimônio público e o interesse coletivo.
Por fim, o Estado informou que eventuais medidas administrativas ou judiciais somente serão analisadas após o esgotamento das tentativas de entendimento, sempre em conformidade com a legislação vigente.
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