O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói no carnaval do Rio de Janeiro já era considerado previsível por integrantes do governo federal ligados ao Partido dos Trabalhadores antes mesmo do desfile. A informação foi revelada pela analista Clarissa Oliveira durante participação na Live CNN.
A escola levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não conseguiu permanecer no Grupo Especial do carnaval carioca.
Segundo Clarissa, pessoas próximas ao presidente já sinalizavam, em conversas reservadas, que a queda poderia acontecer independentemente da repercussão política do desfile.
Cautela e desgaste nos bastidores
De acordo com a analista, após a apresentação e a divulgação do resultado, o tema passou a ser tratado com cautela dentro do governo federal. A repercussão negativa e o impacto político teriam aumentado a preocupação entre aliados.
Clarissa afirmou que o entendimento interno era de que uma escola recém promovida ao Grupo Especial enfrenta dificuldades estruturais para competir com agremiações mais tradicionais e consolidadas.
A avaliação predominante, segundo ela, era de que manter a posição na elite do carnaval não seria tarefa simples para uma agremiação que acabara de subir da Série Ouro.
Críticas da oposição e reação interna
O episódio passou a ser apontado como mais um fator de desgaste político para o governo, que já enfrentava críticas da oposição pela homenagem ao presidente.
Parlamentares oposicionistas classificaram o desfile como campanha antecipada e anunciaram a intenção de acionar a Justiça sob alegação de possível abuso de poder econômico e político.
Ainda conforme a analista, havia integrantes do governo que demonstravam reservas quanto ao apoio à iniciativa da escola. Com o rebaixamento confirmado, a percepção interna é de que o cenário se tornou ainda mais delicado, ampliando o impacto político do episódio.