Polícia

Sobrevivente de ataque brutal no Ceará recebe alta após quase um mês internada

Foto: Kid Júnior/ SVM
Sobrevivente de ataque brutal no Ceará recebe alta após quase um mês internada  |   BNews RN - Divulgação Foto: Kid Júnior/ SVM
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

[email protected]

Publicado em 30/05/2026, às 15h41



Ana Clara Antero de Oliveira recebeu alta após quase um mês internada devido a uma tentativa de feminicídio em Quixeramobim, Ceará, onde foi atacada por seu ex-namorado e o irmão dele, resultando em graves ferimentos.

O crime ocorreu após uma discussão entre Ana Clara e Ronivaldo Rocha dos Santos, que, junto com seu irmão, Evangelista, foi preso e se tornou réu por tentativa de feminicídio, com o Ministério Público solicitando uma indenização de R$ 97 mil à vítima.

Durante a internação, Ana Clara recebeu suporte médico e psicológico, e agora busca alertar outras mulheres sobre os perigos de relacionamentos abusivos, enquanto o caso continua tramitando na Justiça.

Resumo gerado por IA

Após quase um mês internada, Ana Clara Antero de Oliveira recebeu alta hospitalar na tarde desta sexta-feira (29), em Fortaleza. A jovem estava no Instituto Doutor José Frota (IJF) desde o dia 1º de maio, quando foi gravemente ferida durante uma tentativa de feminicídio em Quixeramobim, no interior do Ceará.

Segundo as investigações, o crime aconteceu após uma discussão entre Ana Clara e o ex-namorado, Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos. Depois da briga, ele teria ido até a casa da vítima acompanhado do irmão, Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos, apontado como autor do ataque.

Durante o período de internação, Ana Clara recebeu acompanhamento multidisciplinar, incluindo atendimento médico, psicológico e assistência social.

Ronivaldo e Evangelista foram presos e se tornaram réus por tentativa de feminicídio. O Ministério Público também pediu o pagamento de uma indenização de R$ 97 mil à vítima.

Veja o momento emocionante de Ana Clara do hospital:

Ver esta publicação no Instagram

Uma publicação partilhada por BNews RN (@bnews.rn)

Histórico de violência

Ana Clara contou que o relacionamento com Ronivaldo começou há menos de dois anos. Em entrevista à TV Verdes Mares, ela relatou que, com o passar do tempo, o companheiro passou a demonstrar comportamento agressivo, especialmente em situações de ciúmes e irritação.

A jovem, que cursava o 4º semestre de Nutrição, afirmou que deixou os estudos e parou de frequentar a academia, atividade de que gostava, para tentar evitar conflitos no relacionamento.

Nos últimos meses, segundo a vítima, os episódios de ciúme e violência se tornaram mais frequentes.

Depois do crime, Ana Clara disse que deseja alertar outras mulheres sobre os riscos de permanecer em relações abusivas. Ela também afirmou que já enfrentou situações de violência em outros relacionamentos, mas preferiu não detalhar todos os episódios.

Vítima fingiu estar morta durante o ataque

Ana Clara relatou que fingiu estar morta para tentar sobreviver. Segundo ela, o agressor deixou a casa depois que a viu caída no chão sem se mexer.

Quando ficou sozinha, a jovem não conseguiu usar o celular e passou a gritar por ajuda. Ela afirmou que sentia muitas dores e conseguia falar com dificuldade.

Ana Clara também destacou a rapidez do socorro prestado pelos profissionais que a atenderam.

Noite do crime

Antes da discussão, Ana Clara e Ronivaldo haviam saído para beber na casa de um amigo dele e, depois, foram a um restaurante. Segundo a jovem, o ex-namorado ficou irritado quando ela pediu para voltar para casa, por considerar que ele já havia bebido demais.

A briga continuou dentro do carro. Ana Clara disse que Ronivaldo afirmou que a deixaria em casa e sairia sozinho. Durante a discussão, ela jogou uma pedra contra o veículo dele.

Ainda conforme o relato, em outras situações, o então companheiro costumava ir embora e passar dias afastado. Desta vez, porém, Ana Clara disse ter sido surpreendida ao perceber que ele havia chamado o irmão.

De acordo com a vítima, Ronivaldo permaneceu do lado de fora, enquanto Evangelista entrou na residência e pediu que ela abrisse a porta. Ana Clara afirmou que não percebeu, naquele momento, que ele estava armado.

O caso segue na Justiça.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp

Tags

Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating