Política

Vice-presidente da China manda recado aos EUA e critica pressão sobre Cuba; entenda

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Han Zheng exige o fim das sanções a Cuba e critica a política externa dos EUA durante a 81ª Assembleia Geral da ONU.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 26/09/2026, às 18h58



Em discurso proferido na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) neste sábado (26), o vice-presidente da China, Han Zheng, fez cobranças incisivas que soaram como um recado direto aos Estados Unidos. Embora não tenha citado os norte-americanos nominalmente, o líder chinês exigiu o fim imediato do bloqueio econômico a Cuba e cobrou respeito à soberania dos países da região do Golfo.

As declarações de Zheng ocorreram estrategicamente apenas um dia após o presidente chinês, Xi Jinping, encerrar uma visita de Estado aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Donald Trump para discutir questões bilaterais.

O apelo por Cuba e pelas regras internacionais

No púlpito da ONU, Han Zheng direcionou suas críticas à política externa norte-americana, responsável pelas sanções aplicadas ao país caribenho.

O vice-presidente chinês cobrou uma postura diferente das grandes potências globais.

  • Fim das sanções: Han instou "o país em questão" a encerrar imediatamente o uso ou a ameaça do uso da força contra Cuba, exigindo o levantamento total do bloqueio e das sanções à ilha;

  • O peso da liderança: ele defendeu que os principais países têm responsabilidades maiores na manutenção da segurança internacional e devem liderar pelo exemplo, defendendo o Estado de Direito e cumprindo a Carta da ONU.

Tensão envolvendo Irã e fornecimento de energia

O discurso também tocou em temas sensíveis do Oriente Médio e refletiu as tensões que rondam as negociações entre Washington e Pequim.

As restrições comerciais afetam o cenário geopolítico no Caribe e no Golfo.

  • Crise cubana: desde janeiro de 2026, os Estados Unidos restringem o fornecimento de petróleo a Cuba, agravando severamente a crise energética na ilha;

  • O impasse com o Irã: na sexta-feira (25), o embaixador norte-americano na China revelou que Trump advertiu Xi Jinping contra qualquer apoio chinês ao governo iraniano;

  • Estreito de Ormuz: também neste sábado, Trump rejeitou uma proposta do Irã que previa a reabertura do estreito de Ormuz em um prazo de sete dias, mantendo a instabilidade comercial e diplomática na região.

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