Polícia
Estudantes do ITA apresentaram um projeto de jogo inspirado no caso de Jeffrey Epstein, gerando polêmica devido ao enredo que envolve uma jovem sequestrada por homens, o que levantou questões sobre sensibilidade e ética na abordagem de temas delicados.
O jogo, intitulado 'A Fuga de Sid', apresenta uma protagonista que deve escapar de seis vilões, cada um com características específicas, mas a apresentação provocou risadas e críticas entre os colegas, evidenciando a falta de percepção sobre a gravidade do tema.
Após a repercussão negativa, alunas e outros estudantes expressaram descontentamento em grupos de WhatsApp, enquanto um dos alunos do projeto admitiu que não consideraram a conexão do tema com a exploração sexual real, indicando uma necessidade de reflexão sobre a responsabilidade na criação de conteúdos.
Um projeto de jogo apresentado por estudantes do curso de engenharia da computação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) gerou forte repercussão após utilizar como referência o caso envolvendo o financista norte-americano Jeffrey Epstein. A apresentação ocorreu na manhã desta quarta-feira (11), durante uma aula na instituição localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Segundo relatos de alunos, o projeto foi desenvolvido por um grupo formado apenas por homens. A proposta do jogo tinha como personagem principal uma garota de 15 anos sequestrada e mantida em uma ilha por seis homens, de onde precisaria escapar.
Imagens da apresentação, que circularam entre estudantes e ex-alunos da instituição, mostram que um dos slides exibidos durante o trabalho trazia uma fotografia de Jeffrey Epstein, figura central em um escândalo internacional de abuso e exploração sexual de menores.
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Como funcionaria o jogo
De acordo com a proposta apresentada pelos alunos, o jogo recebeu o nome de “A Fuga de Sid”. No enredo, a personagem é levada para uma ilha e precisa encontrar um barco e combustível para escapar do local.
Para conseguir fugir, a protagonista teria que lidar com seis personagens masculinos que atuam como vilões da história. Cada um deles teria características e preferências específicas que deveriam ser observadas pela personagem para evitar ser capturada.
Entre os exemplos citados na apresentação, um dos personagens não gostava de pessoas que riam. Assim, a personagem precisaria controlar suas expressões para se adaptar ao comportamento de cada um deles e tentar escapar da ilha.
O caso ganhou repercussão após prints da apresentação e comentários sobre o trabalho serem compartilhados em grupos de mensagens com alunos e ex-alunos do ITA. Um estudante que estava presente na aula afirmou que a apresentação foi concluída normalmente, sem interrupção da professora.
Segundo o relato, houve apenas a observação de que o tema era sensível. Ainda assim, o trabalho foi apresentado até o fim e, em alguns momentos, provocou risadas entre colegas.
Após a aula, o assunto também repercutiu em grupos de WhatsApp da instituição. Em uma das conversas, alunas criticaram o conteúdo apresentado. Em resposta, um estudante enviou uma figurinha com a imagem de Jeffrey Epstein.
Em outra mensagem compartilhada no grupo, um dos alunos envolvidos no projeto afirmou que o grupo não havia considerado a ligação do tema com casos reais de exploração sexual.
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