Polícia
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) concluiu o inquérito que levou ao indiciamento de 17 integrantes de uma organização criminosa com atuação em Goianinha e municípios da região. O grupo é investigado por envolvimento em sequestros, cárcere privado, ameaças e homicídios. Cinco suspeitos continuam foragidos e são procurados pelas forças de segurança.
As investigações revelaram a estrutura hierárquica da facção, além da forma de atuação dos integrantes. De acordo com a Polícia Civil, provas técnicas, digitais e periciais permitiram identificar lideranças, divisão de funções e o funcionamento interno da organização criminosa.
Segundo a investigação, a facção disputava o domínio territorial com um grupo rival e utilizava a violência para ampliar sua atuação, recorrendo a crimes como sequestros, assassinatos, ameaças e cárcere privado.
O avanço das investigações ocorreu após um sequestro registrado em dezembro de 2025. A vítima foi atraída por integrantes da organização criminosa, levada para um galpão e mantida amarrada enquanto era interrogada por lideranças da facção durante uma videochamada. O objetivo era descobrir o paradeiro do irmão do homem, apontado como integrante de um grupo rival.
Após o interrogatório, os criminosos levaram a vítima para uma área de mata na zona rural com a intenção de executá, la. O homem, no entanto, conseguiu reagir, feriu um dos suspeitos e fugiu do local.
Na fuga, um dos investigados deixou para trás uma bolsa contendo documentos pessoais e um telefone celular. A perícia realizada no aparelho permitiu identificar detalhes importantes sobre a organização criminosa, incluindo a divisão territorial entre lideranças responsáveis por bairros específicos.
Além disso, a existência de um sistema de arrecadação mensal denominado "Caixa da Cidade", no qual cada integrante contribuía com R$ 150. O material também revelou registros financeiros, punições internas e mecanismos de controle disciplinar dos membros da facção.
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Mesmo após o avanço das investigações e a adoção de medidas cautelares, a organização continuou atuando. Em janeiro de 2026, integrantes da facção invadiram a residência da companheira de um membro de um grupo rival e mantiveram a mulher em cárcere privado, sob ameaças, na presença da filha de apenas um ano e seis meses. A execução da vítima só não foi consumada porque uma viatura da Polícia Militar se aproximou do imóvel, obrigando os criminosos a fugir antes da chegada dos policiais.
Com base nas provas reunidas, a PCRN solicitou medidas cautelares que resultaram no cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisões preventivas. Ao final do inquérito, os 17 investigados foram indiciados pelos crimes de organização criminosa armada, sequestro, cárcere privado e ameaça.
Cinco suspeitos permanecem foragidos. São eles, Julio Souza de Carvalho, conhecido como "Índio", de 28 anos, Robson da Cruz Ferreira, de 23 anos, Alin Kael Silva de Melo dos Santos, conhecido como "Kael", de 22 anos, Creyson da Silva Santos, o "Creysinho", de 26 anos, e Theles Pereira do Nascimento, conhecido como "Leozinho da Batalha", de 19 anos.
A Polícia Civil orienta que qualquer informação sobre o paradeiro dos investigados seja repassada de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
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