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Alerta no RN: vídeo atribuído a facção surge após reportagem sobre avanço do Comando Vermelho

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Alerta no RN: vídeo atribuído a facção surge após reportagem sobre avanço do Comando Vermelho  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

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Publicado em 28/06/2026, às 15h30



Um vídeo atribuído ao Sindicato do Crime no Rio Grande do Norte, onde homens armados afirmam que a facção permanece forte, surgiu após uma reportagem que indicava seu enfraquecimento diante do Comando Vermelho. Essa situação levanta preocupações sobre um possível aumento da violência no estado.

O promotor de Justiça Silvio Brito destacou que, apesar da força do Sindicato do Crime, a facção tem perdido membros para o grupo rival, um fenômeno conhecido como 'rasgar a camisa'. A disputa entre as facções pode resultar em um novo ciclo de violência e mortes nas ruas.

As autoridades estão monitorando a situação, especialmente após a recente denúncia que mapeou a estrutura do Sindicato do Crime e suas operações. A crescente presença de facções no estado, evidenciada por pichações em locais icônicos, intensifica o debate sobre segurança pública no Rio Grande do Norte.

Resumo gerado por IA

Após a repercussão de uma reportagem sobre a reorganização do crime organizado no Rio Grande do Norte, um suposto vídeo atribuído a integrantes do Sindicato do Crime passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, homens armados, encapuzados e usando chapéus afirmam que a facção segue fortalecida no estado.

A gravação seria uma reação à informação de que o grupo potiguar estaria em decadência e perdendo espaço para o Comando Vermelho. No vídeo, um dos homens chama essa versão de “falsa” e diz que o Sindicato do Crime não pretende recuar diante de outras facções.

A discussão ganhou força depois que uma reportagem explicou, com base na avaliação do promotor de Justiça Silvio Brito, que o Sindicato do Crime vive um processo de enfraquecimento e caminha para ser extinto pelo avanço do Comando Vermelho no estado.

Segundo o promotor, a facção ainda é forte no Rio Grande do Norte, mas tem perdido integrantes de forma sistemática para o grupo rival. Dentro das próprias organizações criminosas, esse movimento é conhecido como “rasgar a camisa”, quando um integrante deixa uma facção e passa a atuar por outra.

A avaliação acende um alerta para a segurança pública. No entendimento do Ministério Público, esse processo de disputa pode provocar um novo período de violência no RN, com risco de mortes e ataques nas ruas durante a tentativa de controle territorial.

A mudança no crime organizado local também aponta para uma alteração no modelo de atuação das facções. Em vez de concentrar esforços apenas no tráfico de drogas, os grupos passam a buscar dinheiro por meio da ocupação de territórios, cobrança por proteção e controle de serviços, em um modelo semelhante ao de milícias e máfias.

Silvio Brito atua na Promotoria de Justiça de Delitos de Organizações Criminosas. Recentemente, ele assinou, ao lado do promotor Emanuel Dhayan Bezerra de Almeida, uma denúncia que mapeou a atual estrutura do Sindicato do Crime, apontando lideranças, formas de atuação, operação interna e até o uso de advogados para transmissão de mensagens.

A repercussão ocorre em meio a uma preocupação crescente sobre a presença e a disputa de facções no Rio Grande do Norte. O tema voltou ao centro do debate público após o Morro do Careca, um dos principais cartões-postais do estado, aparecer pichado com iniciais associadas ao Sindicato do Crime.

Veja o vídeo: 

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