Polícia

Plano de intimidação? Saiba o que levou o dono do Banco Master de volta à prisão

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O ministro André Mendonça destaca que a liberdade de Vorcaro, dono do Banco Master, epresentava um risco real ao andamento do processo judicial em curso Investigação aponta uso de hackers, ameaças e plano de espionagem contra críticos do Banco Master  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 04/03/2026, às 08h44   Malu Machado



A nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, se baseia em tentativas de obstruir a Justiça, incluindo a intimidação de testemunhas e adversários das investigações. A Polícia Federal encontrou evidências de um grupo que monitorava e pressionava pessoas ligadas ao caso.

Análises de celulares apreendidos revelaram diálogos que indicam ações de coação e represálias contra críticos e investigadores. O ministro André Mendonça, do STF, destacou que a liberdade de Vorcaro representava um risco real ao processo judicial.

A Operação Compliance Zero III também resultou na prisão do cunhado de Vorcaro e no afastamento de dois ex-diretores do Banco Central, que são investigados por envolvimento no esquema de movimentação de títulos falsos. Além disso, a PF investiga a prática de invasão de dispositivos informáticos, ampliando as suspeitas de espionagem e corrupção.

Resumo gerado por IA

A nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não se baseia apenas nas fraudes bilionárias, mas em uma tentativa direta de obstruir a Justiça.

Segundo apuração do Metrópoles, a Polícia Federal encontrou indícios gravíssimos de que o empresário estaria usando um grupo restrito para monitorar, pressionar e intimidar testemunhas e adversários ligados às investigações.

Grupo de monitoramento

Análises em celulares apreendidos em fases anteriores revelaram diálogos perturbadores. De acordo com a PF, Vorcaro articulava ações contra pessoas que pudessem comprometer o banco nas apurações. O conteúdo sugere a existência de uma estrutura dedicada a:

  • Pressionar testemunhas: tentativas de coação para mudar depoimentos;
  • Monitoramento de críticos: estratégias para vigiar e retaliar quem fizesse denúncias contra o grupo;
  • Ações contra investigadores: diálogos que indicam represálias contra envolvidos nas apurações.

Para o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), essas movimentações provam que o banqueiro em liberdade representava um risco real ao andamento do processo.

Saiba mais:

- Urgente: Daniel Vorcaro é preso em nova fase da operação do Banco Master

Cunhado e ex-diretores do Banco Central na mira

A Operação Compliance Zero III também atingiu o círculo íntimo de Vorcaro. Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, é alvo de mandado de prisão e é apontado como o operador financeiro do esquema.

Além disso, a decisão judicial provocou um terremoto institucional ao determinar o afastamento imediato de dois ex-diretores do Banco Central: Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza. Ambos foram alvo de buscas e apreensões, sob suspeita de envolvimento ou omissão no esquema que permitiu a movimentação de títulos falsos.

Crimes cibernéticos

A PF agora investiga formalmente a prática de invasão de dispositivos informáticos. A suspeita é de que o grupo utilizava técnicas de hacking para acessar dados privados de desafetos e autoridades, configurando uma rede de espionagem e corrupção que vai muito além dos crimes financeiros tradicionais.

Classificação Indicativa: Livre

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