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Mulher toma posse como delegada e é presa em seguida durante operação; veja detalhes do caso que envolve o PCC

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A prisão da delegada recém empossada ocorre em meio a investigações sobre a infiltração do crime organizado em instituições públicas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 16/01/2026, às 11h29



Uma delegada da Polícia Civil de São Paulo, Layla Lima Ayub, foi presa sob suspeita de manter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de exercer ilegalmente a advocacia em favor da facção criminosa, apenas um mês após sua posse.

As investigações do Gaeco revelaram que Layla tinha relações com membros do PCC e participou de audiências de custódia em defesa de presos ligados à organização, configurando desvio funcional e violação de deveres do cargo.

A Justiça decretou a prisão temporária da delegada e de seu companheiro, além de mandados de busca e apreensão em São Paulo e Pará, enquanto o Ministério Público destaca a necessidade de controles rigorosos para evitar a infiltração do crime organizado nas instituições públicas.

Resumo gerado por IA

Uma delegada da Polícia Civil de São Paulo, empossada há menos de um mês, foi presa nesta sexta-feira (16) durante uma operação do Ministério Público, sob suspeita de manter vínculos diretos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigada é Layla Lima Ayub, que tomou posse no cargo em dezembro de 2025 e agora é apontada como suspeita de exercer irregularmente a advocacia em favor da facção criminosa, mesmo após assumir a função pública.

A prisão ocorre no contexto de uma apuração conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga possível infiltração do crime organizado em estruturas do Estado.

Relações com integrantes da facção e exercício ilegal da advocacia

De acordo com o Ministério Público, Layla mantinha relações pessoais e profissionais com integrantes do PCC. As investigações indicam que, mesmo após assumir o cargo de delegada, ela teria continuado a atuar como advogada, prática expressamente proibida pela legislação e por normas estaduais que regem a carreira policial.

Entre as irregularidades apuradas, estão participações em audiências de custódia na defesa de presos ligados a organizações criminosas, o que configuraria desvio funcional grave e violação direta dos deveres do cargo.

Posse no Palácio dos Bandeirantes e presença de investigado

Layla Lima Ayub tomou posse no dia 19 de dezembro de 2025, em cerimônia oficial realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Imagens divulgadas nas redes sociais após o evento chamaram a atenção das autoridades.

Na ocasião, a delegada estava acompanhada do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, apontado por forças de segurança da Região Norte como integrante do PCC e um dos responsáveis pelo tráfico de armas e drogas no estado de Roraima.

Prisões, mandados e alvos da operação

A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão temporária da delegada e de seu companheiro. Ambos são investigados pelos crimes de:

• Organização criminosa;
• Lavagem de dinheiro.

Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará.

Um dos locais alvos da operação foi a Academia da Polícia Civil, no bairro do Butantã, na Zona Oeste da capital paulista, onde Layla mantinha um armário funcional, utilizado durante o período de formação e atividades institucionais.

Uso do cargo e acesso a informações sigilosas

Segundo os promotores do Gaeco, há indícios de que Layla teria utilizado o cargo de delegada para favorecer interesses da facção criminosa, valendo-se de:

• Acesso a inquéritos policiais;
• Consulta a bancos de dados restritos;
• Informações sensíveis sobre investigações em andamento.

As apurações apontam ainda que, nove dias após a posse, a delegada teria atuado como advogada na defesa de um integrante do PCC preso em flagrante no município de Rondon do Pará, reforçando a suspeita de continuidade das atividades ilícitas mesmo após o ingresso na carreira policial.

Suspeita de lavagem de dinheiro e empresa de fachada

Outro ponto investigado envolve a suposta aquisição de uma padaria no bairro de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Segundo o Ministério Público, o estabelecimento teria sido comprado com recursos de origem ilícita e registrado em nome de um terceiro, com o objetivo de ocultar a real propriedade do negócio, prática típica de lavagem de dinheiro.

A análise financeira e patrimonial segue em andamento para identificar a origem dos recursos e possíveis outros bens vinculados ao esquema.

Ministério Público aponta tentativa de infiltração no Estado

O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio Costa, afirmou que o caso evidencia tentativas sistemáticas de infiltração do crime organizado em estruturas estatais, mas destacou que os setores de inteligência conseguiram identificar e conter a atuação irregular.

Para o Ministério Público, o episódio reforça a necessidade de controles rigorosos, monitoramento funcional e integração entre órgãos de investigação para impedir que organizações criminosas avancem sobre instituições públicas.

Defesa ainda não localizada

Até a última atualização desta matéria, a defesa de Layla Lima Ayub não havia sido localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.

O caso segue sob investigação e pode resultar em novos desdobramentos, inclusive no âmbito administrativo e disciplinar, com possíveis sanções que vão além da esfera criminal.

Classificação Indicativa: Livre

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