Polícia

Líder do PCC condenado a 123 anos é solto por erro em sistema; saiba o que a justiça está fazendo sobre o caso

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Perdigão, condenado a 123 anos, foi solto após erro no sistema de Justiça; novo mandado foi expedido e a justiça segue para recapturar o criminoso  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 22/12/2025, às 06h46



Uma falha no sistema de Justiça do Ceará resultou na soltura temporária de Márcio Perdigão, um dos líderes do PCC, condenado a 123 anos de prisão, gerando preocupações sobre a segurança pública e a eficácia do controle de presos.

A soltura ocorreu após o STJ anular a condenação de 2019 por irregularidades na obtenção de provas, mas a decisão não absolveu Perdigão, que ainda enfrenta um mandado de prisão preventiva anterior à condenação.

Após identificar o erro, a Justiça emitiu um novo mandado de prisão e classificou Perdigão como foragido, enquanto as forças de segurança do Ceará intensificam as buscas pelo criminoso, evidenciando falhas estruturais no sistema judicial.

Resumo gerado por IA

Uma grave falha no sistema de Justiça do Ceará resultou, ainda que por poucas horas, na soltura de Francisco Márcio Teixeira Perdigão, conhecido como Márcio Perdigão, um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado, condenado a 123 anos de prisão por uma série de crimes de alta gravidade.

O erro provocou uma reação imediata do Judiciário, que reconheceu a inconsistência e expediu novo mandado de prisão preventiva, declarando o condenado foragido.

O episódio expôs problemas de comunicação entre varas judiciais, levantando questionamentos sobre os riscos operacionais no controle de presos ligados ao crime organizado.

Decisão do STJ anulou condenação, mas não extinguiu prisão

A liberação ocorreu após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou uma condenação imposta em 2019 contra Márcio Perdigão.

O tribunal entendeu que houve ilegalidade na obtenção de provas, incluindo interceptações telefônicas feitas sem autorização judicial, determinando a reabertura do processo.

A anulação, no entanto, não representou absolvição nem reconhecimento de inocência, mas apenas a invalidação da sentença anterior por vício processual.

Vara autorizou soltura sem observar prisão preventiva ativa

Com a decisão do STJ, a Vara de Execução Penal autorizou a saída de Perdigão do Presídio de Segurança Máxima de Aquiraz, considerando que a condenação havia sido anulada e que não haveria base legal para mantê-lo preso.

A Vara de Execução Penal autorizou a saída de Perdigão do Presídio de Segurança Máxima de Aquiraz, considerando que a condenação havia sido anulada e que não haveria base legal para mantê-lo preso. Imagem: reprodução internet.
A Vara de Execução Penal autorizou a saída de Perdigão do Presídio de Segurança Máxima de Aquiraz, considerando que a condenação havia sido anulada e que não haveria base legal para mantê-lo preso. Imagem: reprodução internet.

O problema surgiu horas depois, quando a Vara de Delitos de Organizações Criminosas identificou que existia um mandado de prisão preventiva anterior à condenação, que voltou a ter validade automática após a decisão do STJ.

A ausência de integração entre os sistemas das varas acabou permitindo a soltura indevida.

Novo mandado e caçada policial

Ao constatar o erro, a Justiça expediu imediatamente um novo mandado de prisão, classificando Márcio Perdigão como foragido da Justiça. As forças de segurança do Ceará seguem mobilizadas em busca do acusado.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o paradeiro do líder criminoso.

Quem é Márcio Perdigão

Apontado como uma das principais lideranças do PCC no Ceará, Perdigão responde por crimes de extrema gravidade, entre eles:

- Homicídios
- Tráfico de drogas em larga escala
- Assaltos a instituições financeiras
- Corrupção de agentes públicos
- Atuação direta em organização criminosa

Ele cumpria pena em regime de segurança máxima, acumulando condenações que somavam 123 anos de prisão, resultado de crimes praticados ao longo de vários anos.

Falha expõe risco no combate ao crime organizado

O caso reacende o debate sobre falhas estruturais no sistema judicial, especialmente quando envolvem líderes de facções criminosas com alto poder de articulação.

Especialistas alertam que episódios como esse podem representar risco à segurança pública, além de comprometer a credibilidade das instituições.

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