Polícia

Júri revela destino do PM acusado de matar Zaira Cruz após seis anos de espera

A defesa do réu argumentou que a transferência do júri para Natal garantiria imparcialidade, devido à comoção pública. - Divulgação internet
O julgamento em Natal encerra um dos casos mais impactantes do Rio Grande do Norte; após seis anos júri revela destino do PM  |   BNews RN - Divulgação A defesa do réu argumentou que a transferência do júri para Natal garantiria imparcialidade, devido à comoção pública. - Divulgação internet
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 04/12/2025, às 07h48



O policial militar Pedro Inácio Araújo foi condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da universitária Zaira Dantas Cruz, encerrando um caso de grande repercussão no Rio Grande do Norte e reacendendo debates sobre violência contra a mulher e a morosidade judicial.

Zaira, de 22 anos, foi encontrada morta em março de 2019 após participar do Carnaval de Caicó, e a investigação revelou evidências que sustentaram a acusação de homicídio e estupro, além de contradições nos relatos da defesa.

O julgamento foi transferido para Natal para garantir a imparcialidade dos jurados, e, apesar da condenação, a defesa do réu ainda pode recorrer da decisão.

Resumo gerado por IA

A madrugada desta quinta-feira (4) marcou um desfecho aguardado há seis anos: o policial militar Pedro Inácio Araújo foi condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da universitária Zaira Dantas Cruz.

O julgamento ocorreu em Natal e mobilizou o plenário por horas, até que os jurados definiram o veredito.

A sentença encerra um dos casos de maior repercussão recente no Rio Grande do Norte, reacendendo discussões sobre violência contra a mulher, atuação das forças de segurança e a morosidade no julgamento de crimes dessa natureza.

O policial militar Pedro Inácio Araújo foi condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da universitária Zaira Dantas Cruz. Imagem internet.
O policial militar Pedro Inácio Araújo foi condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da universitária Zaira Dantas Cruz. Imagem internet.

Por que o julgamento aconteceu em Natal?

A ação penal começou na 3ª Vara da Comarca de Caicó, onde o crime ocorreu, mas precisou ser deslocada para a capital.
A defesa do réu argumentou que:

• a ampla cobertura local poderia afetar a imparcialidade dos jurados;
• a forte comoção pública colocaria o acusado em desvantagem;
• o deslocamento garantiria maior neutralidade na análise dos fatos.

A Justiça acatou o pedido, transferindo o júri popular para Natal.

Como foi o caso que chocou o estado

Zaira Cruz tinha 22 anos e participava do Carnaval de Caicó em 2 de março de 2019, quando foi encontrada morta dentro do veículo de Pedro Inácio.
A investigação revelou elementos que sustentaram a denúncia por:

• estupro;
• homicídio;
• atuação dolosa do militar no crime;
• contradições nos relatos apresentados pela defesa.

Essas conclusões embasaram a acusação do Ministério Público e conduziram à condenação agora confirmada em primeira instância.

Impacto e repercussão

O assassinato da jovem gerou mobilização social imediata e ampliou o debate sobre:

• segurança de mulheres em festas e grandes eventos;
• responsabilização de agentes públicos;
• protocolos de prevenção à violência sexual.

Mesmo após a sentença, a defesa ainda pode recorrer.

Classificação Indicativa: Livre

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