Polícia
O julgamento do policial militar Pedro Inácio, acusado de matar a universitária Zaira Dantas, foi retomado em Natal após a defesa ter abandonado a sessão anterior, resultando na anulação do processo. O caso, que atraiu grande atenção pública no Rio Grande do Norte, está em andamento há quase seis anos.
O novo júri contará com um cronograma intenso, prevendo 23 depoimentos, incluindo os do réu e testemunhas, com a expectativa de ouvir pelo menos oito pessoas por dia. O processo já acumula mais de 7 mil páginas de informações.
O crime ocorreu em março de 2019, quando Zaira foi encontrada morta no carro do réu, e o Ministério Público o acusa de estupro seguido de homicídio. A defesa solicitou o desaforamento do júri para Natal, alegando falta de imparcialidade em Caicó, onde o crime aconteceu.
O processo que apura a morte da universitária Zaira Dantas Silveira Cruz volta ao Tribunal do Júri nesta segunda-feira (1º), em Natal. O réu, o policial militar Pedro Inácio de Araújo, será novamente submetido ao julgamento meses depois de sua própria defesa abandonar a sessão anterior, em junho, o que provocou a anulação automática do procedimento.
A nova rodada de depoimentos deve estender-se até a próxima sexta (5), em mais um capítulo de um caso que há quase seis anos mobiliza a opinião pública do Rio Grande do Norte.
Como será o novo júri
O Tribunal de Justiça do RN informou que o julgamento terá um cronograma intenso, com 23 depoimentos previstos, incluindo:
• O próprio réu
• Testemunhas de acusação
• Testemunhas de defesa
• Participações presenciais e por videoconferência
A expectativa é ouvir ao menos oito pessoas por dia, considerando o grande volume de informações do processo — que já ultrapassa 7 mil laudas.
Relembre o caso
Zaira Cruz, então com 22 anos, foi encontrada morta dentro do carro do policial Pedro Inácio no dia 2 de março de 2019, sábado de Carnaval, em Caicó. O Ministério Público acusa o militar de estupro seguido de homicídio.
A investigação ganhou grande repercussão na região do Seridó, o que levou a defesa a solicitar o desaforamento do júri. O pedido foi acatado, e o processo deixou Caicó para ser julgado na capital, Natal, com o argumento de que não haveria garantia de imparcialidade no município onde o crime ocorreu.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top