Polícia

Homem suspeito de planejar atentado suicida ligado ao Estado Islâmico é preso pela PF no Brasil; entenda

Divulgação/Polícia Federal
O investigado é suspeito de fazer parte do Estado Islâmico e estaria envolvido em atividades preparatórias para a prática de terrorismo no Brasil  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/Polícia Federal
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 29/01/2026, às 14h28



Na manhã de quinta-feira (29), em Bauru, cidade que fica no interior de São Paulo, a Polícia Federal (PF) prendeu um homem acusado de envolvimento com o Estado Islâmico, organização classificada internacionalmente como terrorista.

De acordo com informações das autoridades, o investigado é suspeito de fazer parte do grupo extremista e estaria envolvido em atividades preparatórias para a prática de terrorismo em território brasileiro.

Entre as condutas apuradas, estão indícios de que o homem teria iniciado a montagem de um colete explosivo, com a intenção de realizar um ataque suicida no país.

Operação teve apoio internacional e autorização judicial

A ação foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Bauru e contou com o cumprimento de mandado de prisão temporária, além de buscas pessoais e domiciliares.

As apurações contam com cooperação internacional, incluindo o apoio do FBI, que auxiliou a Polícia Federal do Brasil na troca de informações de inteligência.

Investigações seguem para evitar novos ataques

De acordo com a PF, o trabalho investigativo continua com o objetivo de esclarecer a extensão das atividades do suspeito e identificar possíveis conexões com outras células extremistas.

As autoridades reforçam que a operação tem caráter preventivo, visando impedir qualquer tentativa de atentado terrorista em solo brasileiro.

Quem é o Estado Islâmico

O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, também conhecido como ISIL ou ISIS, surgiu a partir de uma dissidência da Al-Qaeda no Iraque e é classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um grupo terrorista internacional.

A organização defende a criação de um califado, regime liderado por um califa considerado sucessor do profeta Maomé, e baseia sua ideologia no takfirismo, doutrina que legitima a violência contra quem considera inimigo da fé.

Atuação violenta persiste apesar de perdas territoriais

Embora tenha perdido o controle de territórios no Oriente Médio em 2017, o Estado Islâmico segue ativo por meio de células insurgentes espalhadas por diversos países.

A organização é responsável por uma série de violações de direitos humanos, incluindo execuções em massa, tráfico de pessoas, escravidão sexual e perseguição religiosa.

Classificação Indicativa: Livre

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