Polícia

Documentos revelam que falhas na segurança da penitenciária de Alcaçuz foram ignoradas antes da fuga

SEAP
A presidente do Sindppen destaca que a falta de efetivo e equipamentos compromete a segurança e a rotina de vistorias na penitenciária  |   BNews RN - Divulgação SEAP
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 04/05/2026, às 15h36



A fuga dos cinco presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz ainda continua repercutindo e escancarando os problemas no sistema prisional do Rio Grande do Norte.

Nesta segunda-feira (04) o BNews Natal teve acesso a documentos que mostram que as falhas no sistemas de monitoramento da unidade já eram anunciadas e denúncias por policiais penais.

O Sindicato do Policiais Penais (Sindppen-RN), informou que em março, os agentes enviaram um memorando para a Central de Video e Rádio Monitoramento Prisional da Secretaria de Administração Penitenciária, informando as falhas nas câmeras e no sistema.

O documento, com assunto “manutenção do Sistema de Videomonitoramento” dizia:

Senhor(a) Diretor(a) da CRV, com os nossos cordiais cumprimentos, venho por meio deste solicitar a realização de manutenção no sistema de videomonitoramento do Pavilhão 1 desta unidade prisional, o qual encontra-se, atualmente, sem funcionamento”, assinou um dos membros do sindicato e diretores da unidade em Alcaçuz (que preferiu não se identificar.

No texto do memorando, uma imagem mostra os monitores apagados, sem funcionar.

Ressaltamos a importância do correto funcionamento deste sistema, uma vez que cobre todo o perímetro, interno e externo, do referido Pavilhão, sobretudo, para aqueles servidores lotados no referido posto de serviço”, alertou o comunicado.
Documento enviado ao Estado sobre falhas na penitenciária de Alcaçuz
Documento enviado ao Estado sobre falhas na penitenciária de Alcaçuz - cedido

Um outro memorando foi enviado o a central ainda no mês de abril, no dia 2, reforçando os mesmo problemas e necessidade de manutenção.

"O monitor estava quebrado há meses, não só esse, como em outras unidades também. As guaritas, desde 2023 essas não são ativadas. Nós estamos hoje com uma rotina muito grande com esses projetos dentro da unidade, onde nós fazemos movimentação diária de presos com o número mínimo de policiais", reforçou Vilma Batista, presidente do Sindppen.

"Muitas vezes deixamos de fazer as rotinas de segurança, que é a vistoria interna, a vistoria minuciosa nas celas estruturais, justamente porque não temos efetivo", explicou Vilma.

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