Polícia

Colapso em Alcaçuz: câmeras sem funcionamento e celas sem estrutura denunciam falhas graves; Sindppen responsabiliza Estado pela última fuga

SEAP
Fuga de cinco presos expõe a precariedade das instalações e a falta de segurança na Penitenciária de Alcaçuz, segundo o sindicato  |   BNews RN - Divulgação SEAP
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 04/05/2026, às 08h41



O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) se pronunciou e fez denuncias sobre as condições de trabalho prejudicadas e as precariedades nas estruturas de vigilância na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, após a fuga dos cinco presos no último sábado(2). 

Segundo o Sindppen, os detentos estavam em uma cela, no Pavilhão 1, que apresentava os seguintes problemas:

  • deterioração avançada;
  • com ferragens expostas;
  • além da ausência de vigilância aproximada;
  • falhas no monitoramento eletrônico.

Apesar de possuir câmeras de segurança, os equipamentos não estariam funcionando adequadamente. Segundo o sindicato, muitas vezes quando a câmera funciona, o monitor está quebrado, como no caso do PV 1, o que impediu que os policiais penais acompanhassem a movimentação no local.

A presidente do Sindppen-RN, Vilma Batista, falou com o BNews Natal e criticou a situação e apontou negligência da gestão do sistema prisional. 

Cinco presos fugiram de uma cela totalmente deteriorada, sem vigilância aproximada e sem monitoramento eletrônico eficaz", disse Vilma. 

"As câmeras até existiam, mas os computadores não funcionavam, impossibilitando que os policiais visualizassem a fuga. Isso é resultado de uma série de falhas que vêm sendo denunciadas há muito tempo”, explicou a presidente do Sindppen.  

A presidente do Sindppen-RN chamou atenção para outro problema: a falta de efetivo. Vilma reforçou que esse é um dos principais problemas enfrentados. 

Temos um efetivo extremamente baixo. Em muitos casos, um único policial precisa monitorar mais de 500 câmeras. Isso é inviável. Além disso, nossas guaritas estão desativadas há anos, o que compromete ainda mais a segurança", detalhou.

Vilma Batista também criticou medidas adotadas apenas após a fuga. “Somente hoje, depois da fuga, é que começaram a consertar algumas câmeras e monitores. Mas é importante lembrar: câmera não segura preso. O que garante segurança é a vigilância aproximada, e isso nós não temos por falta de efetivo”.

Por fim, a presidente do sindicato fez um alerta à sociedade e às autoridades sobre o risco de agravamento da crise no sistema penitenciário potiguar: 

Estamos brincando de fazer segurança pública. Ou o sistema prisional é tratado com a seriedade que exige, ou infelizmente poderemos enfrentar situações ainda mais graves do que as registradas em 2017.”

Fuga

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária divulgou imagens que mostram o momento em que cinco presos conseguem deixar a unidade na madrugada do sábado (2), entre 0h e 1h.

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