Polícia

Delivery de drogas: operação desarticula organização criminosa no litoral potiguar

operação contra o tráfico de drogas online em Canguaretama - reprodução MPRN
Segundo a operação, a organização criminosa é acusada de homicídios, tortura e outros crimes, com ações em residências e estabelecimentos comerciais  |   BNews RN - Divulgação operação contra o tráfico de drogas online em Canguaretama - reprodução MPRN
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 18/12/2025, às 08h39



Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Norte, em conjunto com a Polícia Militar, foi realizada em Canguaretama e cidades vizinhas para desarticular uma associação criminosa envolvida no tráfico de drogas, resultando em mandados de prisão e busca e apreensão.

A investigação revelou que o grupo utilizava aplicativos de mensagens para coordenar a venda e distribuição de entorpecentes, além de estar envolvido em outros crimes como homicídio e posse ilegal de armas.

Durante a operação, foram apreendidos armas, drogas e dinheiro, e dois homens foram presos em flagrante, enquanto o material coletado será analisado para identificar possíveis conexões com outros crimes e indivíduos.

Resumo gerado por IA

O município de Canguaretama e cidades vizinhas foram alvos nesta quinta-feira (18) de uma operação de combate ao tráfico de drogas e crimes. A ação é do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), com apoio da Polícia Militar, como resultado de investigações que identificaram uma associação criminosa voltada para a comercialização de entorpecentes nessa região, no litoral sul potiguar.

A operação Ícaro visou desarticular a estrutura financeira e operacional da associação criminosa para o tráfico. Segundo a investigação, o grupo utilizava aplicativos de mensagens para coordenar a entrega de drogas e gerenciar o estoque.

Os investigados do esquema tinham funções específicas, incluindo fornecedores, vendedores e mototaxistas responsáveis pela distribuição dos produtos ilícitos aos clientes. Além do tráfico e da associação para o tráfico, o MPRN apura a prática de homicídio, tortura, roubo, ameaça e posse ilegal de armas de fogo.

As provas coletadas indicam que os alvos mantinham alto envolvimento em diversos empreendimentos criminosos na região.

A Justiça do Rio Grande do Norte, autorizou o cumprimento de três mandados de prisão provisória e ainda oito mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em endereços situados nos municípios de Canguaretama e Goianinha.

As buscas incluíram residências e um estabelecimento comercial onde, segundo as investigações, ocorria a guarda de materiais ilícitos e o gerenciamento das atividades do grupo.

As investigações mostraram que parte dos envolvidos operava de dentro de suas próprias casas, utilizando celulares para manter o comércio de drogas ativo. Alguns dos investigados já respondem a ações penais anteriores por crimes semelhantes e um deles é considerado foragido do sistema penitenciário.

Apreensões e outras prisões

Entre os materiais apreendidos: armas (inclusive um fuzil), drogas, dinheiro, balanças de precisão, celulares e cadernos com anotações.
Além disso, dois homens foram presos em flagrante e um menor de idade também foi apreendido.

O material apreendido na operação Ícaro será analisado pelo MPRN para tentar descobrir se há envolvimento de outras pessoas com o grupo investigado e se houve o cometimento de outros crimes.

celulares usados para venda de drogas
celulares usados para venda de drogas - reprodução MPRN

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