Polícia

"Foi surpresa", diz secretário sobre fuga de cinco presos em Alcaçuz após 5 anos sem ocorrências

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A fuga de cinco detentos da Penitenciária de Alcaçuz surpreende autoridades após 5 anos sem incidentes.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 03/05/2026, às 20h09



A fuga de cinco detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, ocorrida neste sábado (2), foi classificada como uma "surpresa" pelo titular da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), Helton Edi Xavier. A unidade, localizada em Nísia Floresta, na Grande Natal, é considerada a maior do sistema prisional potiguar e não registrava fugas há quase cinco anos.

Segundo o secretário, os presos aproveitaram o período de fortes chuvas para danificar a estrutura de ventilação da cela, conhecida como "brisa". Após quebrarem o obstáculo, eles conseguiram acessar o pátio, atravessar o muro interno e pular o muro principal do presídio.

Falhas no monitoramento

A Seap iniciou uma investigação interna para identificar as falhas de segurança. O secretário admitiu que algumas das centenas de câmeras da unidade podem apresentar problemas técnicos momentâneos, mas negou a existência de "pontos cegos" sem cobertura de imagem.

"Estamos levantando as informações para identificar onde ocorreu a falha e tomar providências para que isso não se repita", afirmou Xavier.

Quem são os fugitivos?

As forças de segurança (Polícias Militar, Civil e Penal) seguem em diligências na região metropolitana para tentar localizar os cinco homens. A população pode colaborar com informações de forma anônima. Os fugitivos foram identificados como:

  • Carlos Soares Alves da Silva
  • Jefferson Cleyton Lima da Silva
  • Maycon Dias Mora
  • Pedro Gabriel da Silva
  • Rodrigo da Silva Nascimento

Mobilização e apoio Aéreo

Desde as primeiras horas deste domingo (3), as forças de segurança intensificaram o cerco na região de Nísia Floresta e áreas adjacentes. O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) foi acionado e atua de forma integrada com as polícias Militar, Civil e Penal, utilizando apoio aéreo nas diligências para localizar e recapturar os detentos.

Apesar do forte aparato mobilizado, até o fechamento desta matéria não havia confirmação de prisões. A Seap abriu um procedimento interno para investigar falhas técnicas no sistema de câmeras de monitoramento, que podem ter facilitado a ação dos detentos.

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