Polícia
O policial militar Ronaldo Cabral Torres foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão pela morte do personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (04) pelo Tribunal do Júri, em Natal.
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. O resultado foi anunciado no fim da tarde, encerrando a sessão presidida pela juíza Eliana Marinho, titular da 1ª Vara Criminal da capital.
O julgamento teve início pela manhã, no Fórum Miguel Seabra Fagundes, com a oitiva de testemunhas e do réu, além dos debates entre acusação e defesa ao longo do dia.
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De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o crime ocorreu em abril de 2022 e foi motivado por uma discussão de trânsito. A vítima trafegava de motocicleta quando teria se envolvido em um desentendimento com o policial, após uma manobra na região da Ponte de Igapó.
Segundo a denúncia, após o primeiro contato, houve uma perseguição. Em determinado momento, a motocicleta foi atingida por trás, fazendo com que o personal trainer e a companheira caíssem.
Ainda conforme a investigação, Paulo Henrique se levantou e se dirigiu ao policial, momento em que foi atingido por um disparo na região do rosto. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
O Ministério Público sustentou que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A tese foi acolhida pelos jurados.
Inicialmente investigada, a esposa do policial — que também estava no veículo — não foi levada a julgamento. A Justiça entendeu que não havia elementos suficientes que comprovassem participação no crime.
O caso teve grande repercussão à época, com familiares da vítima realizando mobilizações por justiça. Paulo Henrique tinha 33 anos e deixou quatro filhos.
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