Polícia
O banco dos réus aguarda, nesta segunda-feira (4), o policial militar Ronaldo Cabral Torres. Ele é acusado pelo assassinato do personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva, crime ocorrido em abril de 2022 após uma discussão de trânsito que chocou a capital potiguar. O julgamento terá início às 8h, no Plenário do Júri do Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes.
Devido a obras de acessibilidade na entrada do plenário, o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) informou que o acesso ao julgamento será restrito às partes do processo, advogados e servidores essenciais. A imprensa e a sociedade acompanharão o desdobramento por meio de boletins oficiais. Durante a sessão, cinco testemunhas serão ouvidas antes do veredito final.
O trágico episódio aconteceu no dia 29 de abril de 2022. Segundo a denúncia, tudo começou com um desentendimento na Ponte de Igapó. Paulo Henrique, que tinha 33 anos na época, foi perseguido até o bairro Nordeste, na zona Oeste. Ao reduzir a velocidade em uma lombada, sua moto foi atingida pelo carro do policial. Após a colisão, a vítima teria se levantado e ido em direção ao veículo, momento em que foi atingida por um disparo de arma de fogo no rosto.
O réu alega legítima defesa, afirmando que foi agredido após o acidente. No entanto, a investigação da DHPP, baseada em laudos periciais e testemunhas, sustentou a acusação de homicídio. A esposa do policial, também PM e que estava no carro no momento do crime, foi impronunciada pela Justiça por falta de indícios de participação.
A marcação do júri encerra um período de angústia para a família da vítima. Paulo Henrique deixou três filhos (com idades aproximadas de 16, 7 e 5 anos) e uma mãe, Terezinha Pinheiro de Araújo, que desde a perda do único filho lidera manifestações e campanhas por paz no trânsito. A expectativa da acusação e dos familiares é que o julgamento seja concluído ainda na segunda-feira com a condenação do réu.
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