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"Taxa das blusinhas" gera bilhões, segura importações e preserva empregos, diz indústria

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De acordo com a entidade, a "Taxa das blusinhas" ajudou a reduzir a entrada de produtos estrangeiros, preservar empregos e aumentar a arrecadação federal  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 22/04/2026, às 16h49



Apesar das críticas, a cobrança de imposto sobre compras internacionais de baixo valor, conhecida como "taxa das blusinhas", trouxe efeitos positivos para a economia brasileira, segundo estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (22).

De acordo com a entidade, a medida ajudou a reduzir a entrada de produtos estrangeiros, preservar empregos e aumentar a arrecadação federal.

O levantamento comparou projeções do setor com dados reais de importações após a implementação da taxação.

Bilhões ficaram no Brasil

Entre os principais impactos apontados pela CNI, estão R$ 4,5 bilhões em importações evitadas e R$ 19,7 bilhões movimentados na economia nacional.

Além disso, cerca de 135,8 mil empregos foram preservados com a redução da concorrência externa.

O estudo também mostra queda no volume de compras internacionais, indicando mudança no comportamento do consumidor.

Queda nas compras internacionais

O número de remessas internacionais caiu de 179,1 milhões em 2024 para 159,6 milhões em 2025.

A redução foi ainda mais expressiva no primeiro semestre, com queda de 23,4% em comparação ao mesmo período anterior à medida.

Sem a taxação, a expectativa era que o volume ultrapassasse 205 milhões de encomendas.

Como funciona a taxação

A regra prevê a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

A medida entrou em vigor em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme, que regulamenta o comércio eletrônico internacional.

O imposto é aplicado já no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz fraudes.

Combate à concorrência desleal

De acordo com a CNI, antes da mudança, muitos produtos importados entravam no Brasil com tributação incompleta, criando desvantagem para a indústria nacional.

Com a nova regra, houve maior equilíbrio entre mercadorias estrangeiras e nacionais.

A medida também dificultou práticas como subfaturamento e divisão de pedidos para evitar impostos.

Arrecadação dispara

Outro efeito relevante foi o aumento na arrecadação federal.

Os valores saltaram de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025 com a taxação.

Para a indústria, o principal ganho é a proteção da produção interna, garantindo empregos e fortalecendo a economia brasileira diante da concorrência internacional.

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