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Redução da jornada pode custar mais de R$ 70 bilhões ao Brasil e disparar preços, aponta indústria

Reprodução/Agência de notícias da indústria
Além da indústria, outros segmentos também seriam impactados pela mudança na jornada. O setor de serviços pode registrar retração de R$ 43,5 bilhões  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Agência de notícias da indústria
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 07/04/2026, às 15h41



Caso aprovada, uma eventual redução na carga horária de trabalho no Brasil pode gerar um impacto negativo de R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com uma análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Esse valor corresponde a cerca de 0,7% de toda a economia nacional. O setor industrial aparece como um dos mais afetados, concentrando perdas estimadas em R$ 25,4 bilhões.

Setores sentiriam impactos em cadeia

Além da indústria, outros segmentos também seriam impactados pela mudança na jornada.

O setor de serviços pode registrar retração de R$ 43,5 bilhões, seguido pelo comércio, com perda estimada em R$ 11,1 bilhões.

Já a agropecuária e a construção civil teriam impactos menores, mas ainda relevantes dentro do cenário econômico.

Risco de desindustrialização preocupa

O presidente da CNI, Ricardo Alban, alerta que a medida pode intensificar o processo de desindustrialização no Brasil.

De acordo com ele, a redução da competitividade pode aumentar a dependência do Brasil em relação ao mercado externo.

Esse cenário pode resultar em queda nas exportações e crescimento das importações.

Custos maiores devem chegar ao consumidor

A proposta de redução da jornada de 44 para 40 horas também pode elevar os custos de produção.

Com isso, há expectativa de aumento generalizado nos preços ao consumidor. A CNI projeta uma alta média de 6,2% nos preços finais.

Alimentos e produtos podem ficar mais caros

Entre os segmentos mais impactados, supermercados podem registrar aumento de até 5,7%.

Produtos agropecuários devem subir cerca de 4%, enquanto itens industrializados podem ter alta próxima de 6%.

Já setores como vestuário e calçados podem enfrentar elevações ainda maiores, chegando a 6,6%.

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