Negócios
O Rio Grande do Norte possui um potencial gigantesco para se tornar um hub tecnológico global, mas está "travado" na burocracia. Um levantamento da Federação das Indústrias do RN (FIERN) revela que o estado pode deixar de captar até R$ 232,6 bilhões em investimentos se não acelerar a criação de normas competitivas para a instalação de Data Centers e sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS).
A estimativa da Comissão de Energias Renováveis (Coere) considera projetos de grande porte (1 GW por ano). Além do aporte bilionário em infraestrutura, o estado deixa de gerar mais de 53 mil empregos diretos e indiretos e perde uma arrecadação potencial bruta de R$ 497,6 milhões por ano em ICMS.
Enquanto o Ceará já se consolidou como o terceiro estado com mais data centers no Brasil (12 unidades), e o Piauí adotou regras flexíveis para atrair investidores, o RN ainda discute uma minuta de licenciamento no Idema. O setor produtivo teme que a norma potiguar nasça "conservadora demais".
“O Rio Grande do Norte ainda está atrasado. Não basta ter energia renovável; é preciso ter segurança jurídica e agilidade normativa”, afirma Sérgio Azevedo, presidente da Coere. O tema deve ser debatido na 101ª reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), marcada para o dia 14 de abril.
Um dos pontos que travam o licenciamento é o receio sobre o consumo de água para resfriamento desses centros de dados. No entanto, especialistas como o advogado Kepler Brito destacam que as novas tecnologias utilizam sistemas de circuito fechado, representando apenas 0,003% do uso de água no Brasil.
Além dos dados, o estado precisa regulamentar as baterias de grande porte (BESS). Elas funcionam como um "pulmão" para os parques eólicos e solares, armazenando o excedente de energia para liberar nos momentos de maior demanda. Sem isso, as geradoras do RN continuam perdendo receita com cortes de energia impostos pelo sistema nacional por falta de escoamento.
"Avançar nessa agenda é decisivo para que o RN deixe de operar em ritmo lento e ocupe o protagonismo que seu potencial permite", defende Roberto Serquiz, presidente da FIERN.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top