Negócios
por José Nilton Jr.
Publicado em 05/03/2026, às 16h27
A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro ficou em 37,5% no trimestre encerrado em janeiro, o menor patamar registrado desde 2020, período marcado pela pandemia de COVID-19. Apesar da redução, especialistas apontam que o cenário atual reflete principalmente a melhora na qualidade das vagas geradas no país, e não apenas a saída de trabalhadores informais do mercado.
A avaliação foi divulgada pelo Núcleo de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com especialistas, os dados mostram um movimento diferente daquele observado no início da pandemia.
A taxa atual de informalidade indica que a geração de empregos tem ocorrido principalmente no setor formal, o que contribui para melhorar o perfil do mercado de trabalho.
A menor taxa de informalidade já registrada na série histórica da PNAD Contínua ocorreu no trimestre encerrado em junho de 2020, quando o índice atingiu 36,6%.
Naquele momento, entretanto, a queda foi consequência da forte retração do mercado de trabalho durante a pandemia.
Pesquisadores apontam que a redução observada atualmente ocorre em um contexto diferente, marcado pela expansão de empregos formais.
No último trimestre analisado, cerca de 284 mil pessoas deixaram de atuar na informalidade. No mesmo período, a economia registrou a criação de 116 mil postos de trabalho no total.
Os dados indicam que a geração de vagas ocorreu principalmente em ocupações formais, enquanto o segmento informal apresentou retração.
Entre as principais quedas registradas estão a redução de 177 mil trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, além de 75 mil empregadores sem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica e 54 mil trabalhadores por conta própria também sem CNPJ.
Apesar da retração geral, algumas categorias apresentaram crescimento no período. O número de trabalhadores familiares auxiliares aumentou em 15 mil pessoas.
Também houve aumento de 6 mil trabalhadores domésticos sem carteira assinada.
No total, o contingente de pessoas ocupadas na informalidade caiu 0,7% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de trabalhadores informais diminuiu em 240 mil, o que representa uma redução de 0,6%
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