Negócios
O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com a taxa de desemprego em 8,1%, o menor nível desde 2012, refletindo uma queda significativa em relação aos 8,7% de 2024 e um índice de 6,7% no último trimestre do ano.
Cerca de 101 mil pessoas estavam desocupadas no estado, uma redução de 31 mil em relação ao ano anterior, enquanto o número de ocupados alcançou 1,412 milhão, com um rendimento médio mensal de R$ 2.838.
Apesar dos avanços, o estado enfrenta desafios, como o aumento de 6,7% no número de desalentados, totalizando 73 mil, e uma taxa de informalidade de 39%, que, embora abaixo da média regional, ainda supera a média nacional de 38,1%.
O mercado de trabalho no Rio Grande do Norte fechou o ano de 2025 com números históricos. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20), a taxa média de desemprego no estado caiu para 8,1%. Este é o menor patamar registrado desde o início da série histórica do instituto, iniciada em 2012.
Para se ter uma ideia do avanço, em 2024 a taxa era de 8,7%. O movimento de queda foi ainda mais acentuado no último trimestre do ano (outubro a dezembro), quando o índice de desocupação despencou para 6,7%; uma redução de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com o levantamento, o Rio Grande do Norte terminou o ano com cerca de 101 mil pessoas desocupadas, o que representa 31 mil pessoas a menos em busca de trabalho na comparação anual. Por outro lado, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 1,412 milhão.
Apesar do otimismo com os recordes, a pesquisa acendeu um sinal de alerta para o grupo dos desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão oportunidades). Esse número cresceu 6,7% no último trimestre, atingindo 73 mil pessoas no estado.
Somado a isso, o RN ainda possui 1,337 milhão de pessoas fora da força de trabalho (estudantes, aposentados e pessoas que se dedicam exclusivamente a tarefas domésticas).
O Rio Grande do Norte acompanhou uma tendência nacional de recuperação. Além do estado, outras 19 unidades da federação registraram suas menores taxas históricas em 2025. No Brasil, a taxa média de desocupação recuou para 5,6%. Na região Nordeste, o estado com o melhor desempenho foi a Paraíba, com apenas 6% de desemprego.
Analistas do IBGE pontuam que, embora o mercado esteja dinâmico, estados do Norte e Nordeste ainda precisam focar em aumentar a produtividade e reduzir a subutilização da mão de obra para garantir que a queda no desemprego se traduza em maior qualidade de vida.
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