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Desemprego no RN cai para 8,1% em 2025, a menor taxa em 13 anos; confira dados

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Apesar da queda no desemprego, 73 mil potiguares desistiram de procurar trabalho no último trimestre.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução internet
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 21/02/2026, às 16h01



O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com a taxa de desemprego em 8,1%, o menor nível desde 2012, refletindo uma queda significativa em relação aos 8,7% de 2024 e um índice de 6,7% no último trimestre do ano.

Cerca de 101 mil pessoas estavam desocupadas no estado, uma redução de 31 mil em relação ao ano anterior, enquanto o número de ocupados alcançou 1,412 milhão, com um rendimento médio mensal de R$ 2.838.

Apesar dos avanços, o estado enfrenta desafios, como o aumento de 6,7% no número de desalentados, totalizando 73 mil, e uma taxa de informalidade de 39%, que, embora abaixo da média regional, ainda supera a média nacional de 38,1%.

Resumo gerado por IA

O mercado de trabalho no Rio Grande do Norte fechou o ano de 2025 com números históricos. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20), a taxa média de desemprego no estado caiu para 8,1%. Este é o menor patamar registrado desde o início da série histórica do instituto, iniciada em 2012.

Para se ter uma ideia do avanço, em 2024 a taxa era de 8,7%. O movimento de queda foi ainda mais acentuado no último trimestre do ano (outubro a dezembro), quando o índice de desocupação despencou para 6,7%; uma redução de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Menos pessoas na fila, mas informalidade ainda é desafio

De acordo com o levantamento, o Rio Grande do Norte terminou o ano com cerca de 101 mil pessoas desocupadas, o que representa 31 mil pessoas a menos em busca de trabalho na comparação anual. Por outro lado, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 1,412 milhão.

Confira os principais indicadores do mercado potiguar:

  • Rendimento médio: o salário médio mensal do trabalhador potiguar ficou em R$ 2.838, apresentando estabilidade.
  • Informalidade: pela primeira vez em dez anos, a taxa de informalidade ficou abaixo dos 40%, fechando 2025 em 39%.
  • Comparativo regional: apesar da melhora, a informalidade no RN (39%) ainda supera a média nacional (38,1%), embora esteja bem abaixo da média do Nordeste (50,8%).

O alerta dos "desalentados"

Apesar do otimismo com os recordes, a pesquisa acendeu um sinal de alerta para o grupo dos desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão oportunidades). Esse número cresceu 6,7% no último trimestre, atingindo 73 mil pessoas no estado.

Somado a isso, o RN ainda possui 1,337 milhão de pessoas fora da força de trabalho (estudantes, aposentados e pessoas que se dedicam exclusivamente a tarefas domésticas).

Cenário Nacional

O Rio Grande do Norte acompanhou uma tendência nacional de recuperação. Além do estado, outras 19 unidades da federação registraram suas menores taxas históricas em 2025. No Brasil, a taxa média de desocupação recuou para 5,6%. Na região Nordeste, o estado com o melhor desempenho foi a Paraíba, com apenas 6% de desemprego.

Analistas do IBGE pontuam que, embora o mercado esteja dinâmico, estados do Norte e Nordeste ainda precisam focar em aumentar a produtividade e reduzir a subutilização da mão de obra para garantir que a queda no desemprego se traduza em maior qualidade de vida.

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