Negócios

Empreender, superar e crescer: histórias que mostram a força do comércio potiguar

Pedro Santiago
Com a atuação integrada da Fecomércio-RN, Sesc e Senac, empresários e colaboradores encontram suporte para enfrentar os desafios do comércio  |   BNews RN - Divulgação Pedro Santiago
Anderson Barbosa

por Anderson Barbosa

[email protected]

Publicado em 19/09/2026, às 06h00



Mais do que representar o setor produtivo, o Sistema Fecomércio Rio Grande do Norte tem desempenhado um papel estratégico no fortalecimento do comércio potiguar por meio de ações voltadas à capacitação profissional, à inovação empresarial, à saúde do trabalhador e à promoção da qualidade de vida. Com a atuação integrada da Fecomércio-RN, do Sesc e do Senac, empresários e colaboradores encontram suporte para enfrentar os desafios do mercado e ampliar a competitividade dos negócios.

O empresário Denis Alves é um exemplo de como esse trabalho gera resultados concretos. Natural de Alexandria, no Alto Oeste potiguar, ele atua há 17 anos no comércio varejista e é proprietário da rede Freeway, que conta com três lojas — duas em Natal e uma em Parnamirim.

Participante frequente dos cursos e eventos promovidos pela Fecomércio-RN, Denis destaca que a qualificação oferecida pelo Senac foi decisiva para a evolução da empresa, especialmente após a pandemia da Covid-19, quando precisou adaptar o negócio ao crescimento das vendas digitais.

Empresário Denis Alves
Empresário Denis Alves / Foto: Pedro Santiago

"Os desafios que enfrentamos no comércio são muitos. É graças ao conhecimento que adquirimos com a ajuda da Fecomércio que podemos enfrentar com mais força. O acesso à informação nos dá respaldo", afirma.

Para o empresário, a capacitação vai muito além de oferecer novas técnicas de gestão.

"Não precisamos de opinião. Todo mundo gosta de dar opinião. Precisamos é de conhecimento, da experiência e da vivência de quem conhece o ramo, e isso só conseguimos com qualificação e a capacitação que a Fecomércio proporciona".

Atualmente, a Freeway emprega mais de 120 colaboradores. Cerca de 30% deles já participaram ou estão matriculados em cursos do Senac nas áreas de atendimento ao cliente, operação de caixa e setor pessoal.

Na empresa, a participação nos cursos é tratada como investimento. O tempo dedicado à capacitação é contabilizado como jornada de trabalho, estimulando os funcionários a buscar aperfeiçoamento profissional.

"Aqui, nós liberamos nossos colaboradores para que estudem e façam os cursos. A hora dedicada ao curso consideramos como hora trabalhada na jornada de serviço. É um incentivo importante para o aprendizado, capacitação e qualificação de cada um deles", explica Denis.

Segundo ele, quanto maior a qualificação da equipe, maior é a capacidade da empresa de oferecer um atendimento de qualidade, aumentando também a competitividade do comércio.

Para Denis, quanto maior a qualificação da equipe, maior é a capacidade da empresa de oferecer um atendimento de qualidade
Para Denis, maior qualificação da equipe é garantia de um atendimento de qualidade / Foto: Pedro Santiago

Capacitação impulsionou crescimento no ambiente digital

O empresário atribui ao período pós-pandemia um dos momentos mais importantes da trajetória da Freeway. Com o apoio dos cursos oferecidos pelo Senac sobre vendas online, a empresa conseguiu fortalecer sua presença digital e acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor.

Hoje, entre 10% e 20% das vendas são realizadas diretamente pelo e-commerce. No entanto, Denis acredita que a influência do ambiente digital é ainda maior.

Segundo ele, muitos clientes pesquisam produtos, esclarecem dúvidas pelos canais digitais e somente depois concluem a compra presencialmente, fazendo com que essas vendas sejam registradas como físicas, embora tenham sido iniciadas pela internet.

A expectativa é que, com a modernização da plataforma digital da empresa, seja possível mensurar com mais precisão o impacto das estratégias online no faturamento das lojas.

Cuidado com quem faz o comércio acontecer

Além da qualificação profissional, o Sistema Fecomércio também atua na promoção da saúde e do bem-estar dos trabalhadores por meio do Sesc.

Na Freeway, uma das ações desenvolvidas é a oferta semanal de sessões de massoterapia e ginástica laboral para os colaboradores.

Credenciada pelo Sistema Fecomércio, a massoterapeuta Renata Cavalcante atende os funcionários durante toda a semana, contribuindo para reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Massoterapeuta Renata Cavalcante atende os funcionários durante toda a semana
Massoterapeuta Renata Cavalcante atende os funcionários da Freeway dadurante toda a semana / Foto: Pedro Santiago

"Aqui na Freeway estamos presentes uma vez por semana, com três horas pela manhã e mais três horas à tarde, realizando massagem nos funcionários", explica.

Os benefícios também são percebidos pelos colaboradores.

"É muito relaxante e revigorante. Depois que recebo a massagem, me sinto outra pessoa, muito mais disposta, com mais energia", relata Gabriela Rodrigues, caixa da unidade da Freeway no bairro do Alecrim, em Natal.

Desenvolvimento que alcança toda a sociedade

Na avaliação de Denis Alves, o trabalho desenvolvido pelo Sistema Fecomércio-RN vai além do atendimento às empresas. Para ele, a atuação integrada da Fecomércio, do Sesc e do Senac fortalece o comércio, gera oportunidades, melhora a qualificação da mão de obra e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte.

"A Fecomércio faz um trabalho muito bom para os lojistas, para os empresários, para os empregados, para os colaboradores. Presta um serviço essencial para o comércio e desempenha um papel ainda maior para o desenvolvimento da economia da cidade e de todo o estado", conclui.

Resiliência para superar desafios e manter o comércio vivo

No Alecrim, bairro conhecido como o “coração econômico de Natal”, a empresária Maria Antônia Nunes conhece bem os desafios de manter um negócio de portas abertas. À frente da Outlet By Maison K, antiga Moda K, ela soma 35 anos de atuação no comércio e administra outras duas lojas do mesmo segmento. Ao todo, os empreendimentos empregam 32 colaboradores.

Empresária Maria Antônia Nunes
Empresária Maria Antônia Nunes / Foto: Pedro Santiago

A história de Maria Antônia com o comércio começou em João Pessoa, na Paraíba, há 36 anos, por influência da família do marido. Na época, ela pensava em seguir outra carreira e conta que admirava — e ainda admira — o jornalismo. A veia empreendedora, porém, falou mais alto. Pouco depois, deixou a capital paraibana e voltou para Natal, sua terra natal, onde consolidou a trajetória no varejo de moda feminina.

O negócio atravessou diferentes momentos da economia brasileira, mas nenhum período foi tão desafiador quanto a pandemia da Covid-19, em 2020. Com as restrições impostas pelo coronavírus e a necessidade de reduzir custos, Maria Antônia precisou tomar decisões difíceis, inclusive com a redução do quadro de funcionários.

“Foram dias difíceis, de muitos cortes, muitas demissões, muita angústia e incertezas. Foi aí que vi a importância da Fecomércio. Sem ela, não sei o que seria da gente”, revela.

Segundo a empresária, as orientações oferecidas pela Fecomércio durante a pandemia, somadas aos cursos e treinamentos de capacitação, ajudaram os negócios da família a atravessar um dos períodos mais delicados da história recente do comércio.

“Tivemos que dispensar mais de 20% dos nossos colaboradores. Comprei tecidos para vender na calçada. Vendia no metro. Foi a forma que encontramos para manter nossa loja aberta”, recorda.

A experiência também mostrou que cada negócio precisa compreender as características do próprio público para encontrar as melhores estratégias. Maria Antônia chegou a investir em tecnologia e em uma metodologia de vendas pela internet, mas percebeu que o perfil de seus clientes exigia outro tipo de abordagem.

“Nossos clientes são pessoas que preferem pegar, sentir as roupas no toque, gostam de provar antes de comprar. E foi com os cursos de atendimento ao cliente, treinamentos de como prestar um atendimento ainda mais personalizado, que a Fecomércio foi fundamental”, ressalta.

Segundo Maria Antônia, Fecomércio auxilia e ajuda comerciantes a entender o mercado
Segundo Maria Antônia, Fecomércio auxilia e ajuda comerciantes a entender o mercado / Foto: Pedro Santiago

A estratégia ajudou a empresa a preservar o relacionamento com os consumidores mesmo diante das restrições impostas pela pandemia.

“Com toda a segurança que o momento exigia, conseguimos manter um bom fluxo na loja”, acrescenta.

Para Maria Antônia, a contribuição do Sistema Fecomércio-RN vai além da oferta de cursos. A instituição também funciona, segundo ela, como uma fonte de informação para quem precisa tomar decisões em um ambiente econômico em constante transformação.

“A Fecomércio é muito importante para todos nós que vivemos e dependemos do comércio. É a Fecomércio quem nos auxilia e ajuda a entender o mercado, o que está dizendo o momento econômico do nosso país, do nosso estado, e se é a hora certa de investir e de como fazer isso da melhor forma possível”, afirma.

Com três lojas, 32 colaboradores e mais de três décadas de história, Maria Antônia resume em uma frase o aprendizado acumulado ao longo da trajetória empresarial: “A Fecomércio nos ajuda até a nos reinventar”, finaliza.

Leia também

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating